Sexta-feira, Setembro 30, 2005

Proposta


Querida Santinha,

Foi com grande emoçon que li o seu Direito de Resposta publicado hoje pelos mouros cá de Lisboa (grande machadada, carago!) - há-de me dar o contacto do "cara" que lhe escrebe os textos, que há por cá uns candidatos a precisarem de botos -.

Bieram-me as lágrimas quando a Santinha descrebe a maneira injuriosa (é assim que se diz?) como a Judite a tratou, na sua chegada do exílio. Não há direito, carago!

Bossemecê não sabe, porque a exilaram por dois anos, mas esta Judite ultimamente está cheia de lampiões, lagartos, judeus, mouros e anti-cristos. Atão não bê que até o Rui Rio se queixa, poça?

Ora benhe, se a a minha Santinha quiser eu arranjole uma comisson de apoio cá no Sul à reeleiçon da Nova Santinha da Ladeira (eu até já arranjei um drogadito arrumador de carros para ficar como tesoureiro).

Falei cum ingenheiro que me deu uma ideia do caraças: faziamos um apelo ao Cardeal de Roma das beatas e dos santos (diz que o murcon é português) para uma elebaçon (eu aqui nu percebi benhe) e no, entretanto, bocemessê criaba o imposto municipal da dízima. O ingenheiro disse-me que isso era um maná. Ó Santinha, filha, isto agora dos patos bravos tá tudo teso!

Agora o que o sr. ingenheiro quere é uns terreninhos com projecto aprobado para uma catedral, estaçon de televison e rádio - e tambem umas licenças pra abrir uma cadeia de restaurantes. Eu por mim, uma casinha ou duas de alterne, chega. Com o resto num se apoquente Santinha, deixe comigo.

Se precisar de referencias, fale com o Balentinhe ou cum o Abelino. Digales que é da parte do Xico do Elefante Branco, queles sabem quem soue.

Poesia Latinoamericana (06)

OCTAVIO PAZ (1914-1998)
Ensaista e poeta mexicano. Um dos grandes poetas hispanos de todos os tempos

DESTINO DE POETA

¿Palabras? Sí, de aire,

y en el aire perdidas.

Déjame que me pierda entre palabras,

déjame ser el aire en unos labios,

un soplo vagabundo sin contornos

que el aire desvanece.

También la luz en sí misma se pierde



E-mail to: José Peseiro

Meu caro Zé:

Escrevo-lhe porque acho que temos muito em comum. Eu não o conheço e você também não me conhece; o pá, isto não é coincidência! Outra coisa, eu também não percebo nada da bola.

Mais, os meus amigos dizem-me que não se lembram de uma única frase de jeito que eu tenha dito na televisão ou à rapaziada dos jornais da bola. Oh pá, então não é que você é igualzinho a mim. É que não me lembro assim de nada, tá a ver?

Olhe, vá falar com o Dias da Cunha que ele é especialista em terapia da fala. Aquela fluência no discurso, você sabe que não é pra qualquer gajo..

Mas Zé, estou a escrever-lhe porque estou preocupado consigo. Eu sei que você é um "gajo porrero", mas esse seu ar de compungido...você parece um daqueles actores do Manuel de Oliveira. O gajo mando-o entrar em cena e não lhe dá uma deixa, nao há guião, entra a princesa e o vilão e você fica ali parado no meio que até parece boi a olhar pra palácio. O pá, você qualquer dia é o Calimero! It is an injustice, it is...

Mas o pior Zé, são os quilinhos...eu digo-lhe: ponha-se a pau com os chocolates, com os bolos e até com o pão! Eu quando cheguei à sua idade, nem lhe conto! Tá a ver porque é que a rapaziada do Sporting diz que você lhes cai pesado!

Dou-lhe um conselho: vá para o Quatar, Baraim, Indonésia, Malásia. O que você precisa é de trópico, muito calor para libertar as gorduras. Aproveite, fale com o Xanana e façam lá umas peladinhas. Ponha-se a pau é com os gajos da Fretilin. Aquilo são piores do que os brazucas que você anda a aturar.

E olhe, leve os seus compinchas da SAD, mas deixe cá o Dias da Cunha. Acho que o Mário Soares o quer aproveitar pra campanha. Aquilo com duas de Sistema e o Cavaco fica arrumado.

E o Zé, aquilo ontem dos lenços brancos...é pá, é rapaziada, tá a ver? Deixe lá isso, homem!

Quinta-feira, Setembro 29, 2005

As Castas

Já o disse neste blogue e repito-o: O salário do Presidente da República Portuguesa é indigno do cargo e estendi esta posição a todos os detentores de cargos públicos.

Hoje acrescento: os magistrados, os oficiais das Forças Armadas e todos os funcionários de cargos de responsabilidade na função pública têm salários baixos.

Mas têm benesses a mais: reformas, passagens à reserva, emprego garantido, progressões automáticas, sistema de saúde próprio, viaturas, cartões de crédito, telemóveis, casas de férias, despesas de representação, segurança, etc. etc. etc.

Como sou politicamente incorrecto, digo mais: os esquecidos de Cristo que nasceram pobres, ciganos, pretos, aleijadinhos e quejandos têm direito a subsídio de desemprego, a casa própria à borla, a subsídio de sobrevivência, etc.

Estamos a descobrir que na nossa sociedade, por falta de transparência, por irresponsabilidades de toda a ordem existe um sistema subterrâneo de "castas".

Nada tenho contra quem vive bem e ganha muito dinheiro, desde que saiba que aquilo que têm é o resultado do seu trabalho e do seu mérito.

Defendo que devemos proteger os mais desfavorecidos.

Agora, quanto às castas e que me perdoem os Indianos, são uma aberração não da natureza, mas da Humanidade.

Apanhados na Net (02)

Esta vem das Américas e publico-a, no original:


This Should Explain it All...


A lot of folks can't understand

how we came to have

an oil shortage here in our country.

~~~
Well, there's a very simple answer.
~~~
Nobody bothered to check the oil.
~~~
We just didn't know we were getting low.
~~~
The reason for that is purely geographical.
~~~

Our OIL

is located in

~~~ ALASKA ~~~ California ~~~ Coastal Florida ~~~ Coastal Louisiana ~~~ Kansas ~~~ Oklahoma ~~~ Pennsylvania ~~~WyomingandTexas ~~~~~~


Our

DIPSTICKS

are located in

Washington DC


Any Questions?

Quarta-feira, Setembro 28, 2005

The Dark Side of the Farm

Meet the fabulous:

"The dark side of the Farm".


Have fun...divirtam-se...

Palavras, para quê?

Não, não se trata do famoso artista português.

Trata-se de falar dos intelectuais portugueses que escrevem notícias, ensaios, crónicas, comentários, blogues, etc. em tudo quanto possa servir de suporte de amesendação de letras e palavras.

Sobre isto, questiono-me: primeiro, o que é que pretendem comunicar? Segundo, como o fazem? Terceiro, o que é que nós entendemos?

Rápida pesquisa:

Nefelibatas – jacobinismo - crítica ao relativismo – imperium neocon - indefectíveis neoconservadores - narrativa democrática - putativo arrogante - neurastenia

As "palavras" são extraídas de 2 páginas de 2 blogues: tempo da pesquisa: 30 segundos

Para além destas "palavras caras", ainda temos a considerar as célebres citações. A propósito de tudo e de nada.

Ou seja, alguns textos dos nossos intelectuais são puros exercícios de retórica narcisista e, para ,mais, Hegelliana. Como muito bem refereiu John Wankel, no famoso trailer do seu livro - intellectual masturbeichon - "pure exercises of retorical, narcise and hegellian crape"

Já agora, acho que a "amesendação de palavras e letras" do meu 1º parágrafo nada significa, porque amesendação não vem no dicionário.

Ainda bem que eu também não quero dizer nada.

Terça-feira, Setembro 27, 2005

Hebdomadário "O Otimista" - Nr. 39


Do nosso Colega.....


Operation Jamaika / Santina Ladera
"Angela Merkel wirbt nicht für mehr Toleranz. Die CSU wird es nicht hinnehmen, wenn in der CDU eine politische Zusammenarbeit mit den Grünen angesteuert wird." Edmund Stoiber ... As nossas desculpas, segue texto em Português:

Operação Jamaika / Santinha da Ladeira

De acordo com o nosso corresponente na Alemanha, Hans Stroinar (actualmente a colaborar com o pasquim local, Die Welt), o presidente da CSU, Edmund Stoiber, apresentou um ultimatum a Angela Merkel, pedindo a sua imediata renúncia ao cargo, substituinda-a pela nova estrela portuguesa, Fatinha, a Nova Santinha da Ladeira.

Stoiber confirmou que estão práticamente concluídas as negociações com os dirigentes do clube português, Srs. Jacinto Massa (da federação dos mediadores imobiliários), Antão Venhanós (da liga dos sapateiros) e João Fogacho (dos madeireiros). A Fatinha já deu provas de ser a única mulher capaz de liderar a operação Jamaika (ou mesmo a da Libéria), por isso a Angela tem de sair, conclui Stoiber.

Contudo, os nossos repórteres da Zona Norte, em conversa "off" com Massa, Venhános e Fogacho, souberam que estes dirigentes estão a analisar outra proposta proveniente da Máfia Russa, que pretende Fatinha como futura substituta de Putin.

Nas palavras destes ilustres dirigentes, "a proposta do alemão é de muitos milhões de Euros, mas os russos oferecem-nos condições mais aliciantes, dado evitarem os elevados custos de transferência bancários, recorrendo aos tradicionais e práticos sacos azuis".

Contactada por nós, em plena acção de colagem de cartazes, Fatinha recusou-se a responder às nossas perguntas, sem ser na presença do seu advogado.

Na foto, Angela Merkel conferencia com a sua astróloga e confidente, Jah Heras.

Entrepreneurship (05)

Starting the right business at the right time is common sense, but one that is extremely difficult to implement. The high failure rate of new businesses and products indicates that very few ideas result in successful business ventures, even when introduced by well established firms.

So, be cautious right from the beginning. Worry now trying to find the correct answers and not when things turn bad.

Regarding your project description, do the following:

Briefly describe the business you want to enter. Do it as broader, as possible; don't narrow your offer or your target.

List the products and/or services you want to sell.

Describe who will use your products/services.

Why would someone buy your product/service?

What kind of location do you need in terms of type of neighbourhood, traffic count, nearby firms, etc.

List your products/services suppliers.

List your major competitors - those who sell or provide similar products/services.

List other possible competitors – those who do not sell same products/services but can fulfil same needs.

List the labour and staff you require to provide your products/services.

Segunda-feira, Setembro 26, 2005

Miranda: Um Venezuelano Universal


Francisco de Miranda nasceu em Caracas a 28 de Março de 1750. Filho de um espanhol das Canárias, Sebastián de Miranda Ravelo e de uma caraquenha, Francisca Antonia Rodríguez de Espinoza.

Dele disse Napoleão: " ... Este D. Quixote, que não é maluco, tem fogo sagrado na alma..." E Bolívar apelidou de: "... o mais ilustre colombiano..."

Miranda tem o seu nome gravado no Arco do Triunfo, o seu retrato colocado na Galeria dos Ilustres no Palácio de Versalhes e a sua estátua erigida frente à do General Kellerman no própio campo de Valmy, na França. Estabeleceu estreitas relações de amizade com figuras da talha de Bolívar, Napoleão, Andrés Bello, William Pitt, O' Higgins, Sucre, Catarina da Rusia, Wellington, Jefferson, Washington, Lafayette, Dantón e San Martín, entre outros.

Participou nos três eventos mais importantes da história universal contemporânea: a Independência dos Estados Unidos, a Revolução Francesa e a Revolução da Independência Hispanoamericana, travando batalhas em três continentes: África, Antilhas e América do Norte como oficial do exército espanhol onde atingiu o posto de tenente-coronel, Europa pela Convenção Francesa como marechal de campo e Hispanoamérica onde atingiu o cargo de general em chefe da Confederação da Venezuela. Foi o criador da bandeira venezuelana e decretou a sua independência a 5 de Julho de 1811.

Este homem que falava 6 idiomas e traduiziu do latim e do grego, construiu na sua casa de Londres, uma biblioteca composta por mais de 6.000 volumes, muitos deles representativos da cultura do Século das Luzes (Diderot, Voltaire, Rousseau, Montesquieu, Locke, Hume).

Foi em Pensacola, Florida, no contexto da independência norteamericana que Miranda concebeu a ideia da criação de uma grande pátria livre para Hispanoamérica a que deu o nome de Colombia. Alguns historiadores referem que Miranda era maçon, tendo criado, a partir da sua casa de Londres (1795-1810) um vasto movimento maçónico que seria o impulsionador de toda a luta de independência hispanoamericana.

Francisco de Miranda morreu, prisioneiro em Cádiz, Espanha, no ano de 1816, tendo os seus restos mortais sido atirados para a vala comum. É, justamente, considerado o Pai da liberdade Sudamericana.

Miranda fora aprisionado na Venezuela em 1812 pelo então jovem coronel Simon Bolívar, juntamente com outros patriotas e entregue ao exército espanhol. Teria sido um choque entre duas grandes personalidades, ou entre duas concepções civilizacionais, uma mais universalista, mais humanista, colocando o Estado ao serviço do homem, como preconizavam os filósofos do século XVIII, e outra mais nacionalista, mais particularista, colocando o indivíduo ao serviço do Estado, como pretendiam todos os libertadores do século XIX?

Cotejar Bolívar com Miranda equivale a dizer a pátria em perigo contra a Declaração dos Direitos do Homem, ou então Robespierre contra Montesquieu, mas um Montesquieu transformado em soldado.

Career Management (03)

If you are interested on career management (call it career coaching, if you like) you should start by reading - gathering information- some books on the subject.

Here is a short-list of recommended books:

On Change Management:

Living at the Leading Edge of Change
by Willian J. Morin and Sherry Cadorette

Shifting Sands
by Willian J. Morin and Robert W. Lewis

On Career Development:

Career Anchors
by Edgar H. Schein, Ph.D

The Pathfinder
by Nicholas Lore, pub. Simon & Schuster

Life Coaching: A New Career for Helping Professionals
by Dave B. Ellis

Training Games for Career Development
by James J. Kirk (preface), Lynne D. Kirk, Brandon A. Kirk (illustrator)

Building a Career Development Program: Nine Steps for Efferctive Implementation
by Richard L. Knowdell

On Transition:

Parting Company
edited by Bob Stirling and Pat Mortin

Real Life Resumes That Work !
by William J. Morin and James C. Cabrera

50 Winning Answers to Interview Questions
edited by Charles F. Albrecht Jr.

Stay in Control
by Carla-Krystin Andrade, Ph.D.

Basically, career management is a well-developed area in Anglo-Saxon countries. You should search there for authors, articles, books, papers, etc .

Sábado, Setembro 24, 2005

A Nova Santinha da Ladeira



A propósito do caso Fátima Felgueiras:



Vertente Ético-moral

Um cidadão que tem acesso antecipado e indevido a uma decisão de um tribunal, utilizando-o para realizar uma fuga a uma medida de prisão preventiva, refugiando-se em outro país, invocando a respectiva cidadania para evitar a extradição, arvorando-se publicamente do estatuto de refugiado político (de um Estado soberano e democrático) e, dois anos depois, no regresso, se intitula de colaborador da Justiça, é condenável, a todos os títulos, no plano ético-moral.



Vertente Política

Um cidadão português, titular de um cargo público de soberania e representatividade local, obtido em representação de um programa elaborado por partido legítimo e democrático, que releva o facto de estar a ser investigado pelas autoridades judiciais por suspeita de vários crimes, possivelmente cometidos no exercício do referido cargo, que se coloca em total oposição às determinações de sã conduta política exigidas pelo seu partido, que alija responsabilidades para os seus colaboradores e órgãos locais e nacionais do seu partido, que resolve apresentar nova candidatura contra o partido de cujos ideiais se reclama, não é, de todo, um verdadeiro responsável político. É um mercenário e corruptor do sistema político em que assenta a democracia portuguesa.



Vertente Judicial

Um cidadão que, por livre opção pessoal, se filia num partido político e se disponibiliza a participar no Governo da Causa Pública, aceita o ónus de, eventualmente, comparticipar na feitura das Leis que regem a sociedade para cujo bem colectivo se dispôs a trabalhar. Se este mesmo cidadão, apesar de ter jurado cumprir, é o primeiro a não acatar as determinações do Poder Judicial, emanadas no estrito cumprimento das Leis democraticamente aprovadas, então deveria ser punido com a suspensão dos seus direitos políticos.


Vertente Caudilho-Populista

Aviso aos cidadãos-eleitores de Felgueiras: este planeta possui milhares de cemitérios cheios de santificados salva-pátrias, homens e mulheres indispensáveis ao nosso bem-estar e felicidade colectiva.
Jamais em tempo algum, nenhum iluminado ditador/caudilho - de Nero a Átila, de Hitler a Estaline - se declarou inimigo do seu bem-amado povo.
Reclamaram-se sempre de inspiração divina, iluminados, sacrificados ao bem comum, desejados e amados, bem acima do comum dos mortais.
O que eles tinham eram mentes doentias, sedentas de poder e ambição pessoal. E tudo fazem, tudo prometem, para alcançarem os seus desígnios. Os riscos e actos em que incorrem e que são vistos pelos incautos como sinais de coragem e valentia, são apenas a face visível do incontido desejo de vencer, a qualquer preço. Tal como o doente-drogado mente e rouba para pagar o pó que o há-de consumir.

Sexta-feira, Setembro 23, 2005

Poesia Latinoamericana (05)

GUILLÉN, NICOLÁS (1902-1989)
Poeta cubano considerado um genuino representante da poesia negra do seu país.
TENGO
Cuando me veo y toco
yo, Juan sin Nada no más ayer,
y hoy Juan con Todo,
y hoy con todo,
vuelvo los ojos, miro,
me veo y toco
y me pregunto cómo ha podido ser.
Tengo, vamos a ver,
tengo el gusto de andar por mi país,
dueño de cuanto hay en él,
mirando bien de cerca lo que antes
no tuve ni podía tener.
.
.
.
Tengo, vamos a ver,
que siendo un negro
nadie me puede detener
a la puerta de un dancing o de un bar.
O bien en la carpeta de un hotel
gritarme que no hay pieza,
una mínima pieza y no una pieza colosal,
una pequeña pieza donde yo pueda descansar
.
.
.
Tengo, vamos a ver,
que ya aprendí a leer,a contar,
tengo que ya aprendí a escribiry a pensar
y a reír.
Tengo que ya tengo
donde trabajar
y ganar
lo que me tengo que comer.
Tengo, vamos a ver,
tengo lo que tenía que tener.

V.I.T.R.I.O.L.


“VISITA INTERIORA TERRAE, RECTIFICANDO QUE INVENIES OCCULTUM LAPIDEM”


"Desce ao interior da Terra e, perseverando na rectidão, encontrarás a pedra oculta."

É um convite à procura do eu profundo, que nada mais é do que a propria alma humana, no silêncio e na meditação. É também a divisa dos Rosacruzes.

Frase simples, mas muito objectiva com que o candidato a maçom se enfrenta na câmara da meditação, antes de ser admitido na Ordem. Implica movimento, esforço – desce ao interior da Terra – procura do eu profundo. É normativa – persevera na rectidão – sê um homem honrado e probo, isto é, pessoa de bem e leal.

Tem um objectivo – encontrar a pedra oculta – e será que ela existe?

Cada um, por si, tem de construir o santuário das suas convicções, encontrar o caminho que o leve a cumprir os deveres para consigo (ser sincero) e para com os outros, isto é, ser leal e honrado, desprezando a vaidade.

Constituindo - talvez - esta frase a trave mestra da maçonaria, é difícil de entender as críticas que os especialistas em teorias da conspiração nos tentam impingir a todo o momento sobre a "nefasta influência" da maçonaria na sociedade portuguesa.

A não ser que seja verdadeira a história que ouvi, recentemente, a um respeitável ancião que garantia que, não há muitos anos, os maçons se reuniam e escolhiam um de entre eles para ser morto e, logo de seguida, deglutido pelos restantes membros.

Por estas e por outras é que já se lê, em alguns blogues nacionais, que há necessidade de criar e divulgar listagens contendo nomes de maçons. Se calhar, para ver se falta algum...

Quinta-feira, Setembro 22, 2005

Pintura Portuguesa 7

Emerenciano, nascido em Ovar em 1946

Há mar e mar, há ir e voltar...

Parabéns ao blogue inépcia pela "mestria" e bom humor deste texto:

http://www.inepcia.com/cartafatima.html

...digno de mestre Bordalo Pinheiro.

José San Martín



José de San Martín nasceu em Yapeyú, província argentina de Corrientes, a 25/02/1778. O seu pai, Juan de San Martín, era o governador e a sua mãe, Gregoria Matorras, era uma senhora da alta burguesia local.

Em 1786 vai com a familia para Espanha onde inicia a sua carreira militar, combatendo contra os exércitos invasores de Napoleão . Conhece outros militares da América do Sul (entre eles, Simão Bolívar), supostamente via lojas maçónicas, regresando à Argentina em 1812 acompanhado por outros patriotas, colocando-se ao serviço do governo independente de Buenos Aires.

Aqui cria uma célebre loja maçónica, a Lautaro, cujo objectivo era a libertação da América do Sul do domínio espanhol. Segundo alguns historiadores, a Lautaro ramificou para outros países como o Chile, Peru, Uruguai, Equador e Bolivia. Ainda hoje, algumas lojas se reclamam suas sucessoras.

San Martín lutou pela independencia do Alto Perú – hoje Bolíva – e do Chile, ao lado do general Bernardo O´Higgins

Em Julho de 1821, San Martín entra triunfante em Lima, proclama a independência, e é designado Protector do Perú, exercendo o seu governo.

A 26 de Julho de 1822 San Martín e Simón Bolívar encontram-se na cidade de Guayaquil, Equador. Este encontro pôs, frente a frente, os dois libertadores da América do Sul – Bolívar do norte e San Martín do sul. Conferenciaram, em segredo, durante mais de quatro horas. San Martín regressou a Lima nessa mesma noite. Existe uma carta de San Martím endereçada a Bolívar a 29 de Agosto desse mesmo ano que, em determinada passagem diz: “Los resultados de nuestra entrevista no son los que me prometía para la pronta terminación de la guerra. Desgraciadamente, yo estoy íntimamente convencido, ó que no ha creído sincero mi ofrecimiento de servir bajo sus órdenes con las fuerzas de mi mando, ó que mi persona le es embarazosa."

A 20 de Setembro desse ano reune, em Lima, o primeiro Congresso do Perú e San Martín renuncia ao seu cargo, regressando ao Chile e, meses mais tarde à Argentina, pondo assim termo à sua carreira pública.

Em 1824, após a morte da mulher ocorrida no ano anterior e desgostoso com a guerra civil existente nas Provincias Unidas do Río da Prata, embarca para França onde haveria de falecer a 17 de Agosto de 1850, em Boulogne Sur Mer.

Quarta-feira, Setembro 21, 2005

Aurora

Chegou uma heroína ao meu País e, de repente, sinto vontade de partir...

Entrepreneurship (04)

On my last post about this subject, I raised some preliminary questions that anyone willing to start a business should consider. Those former questions mailny dealt with your innate qualities and motivation to be an entrepreneur.

The following questions regard your skills (knowledge / savoir-faire):

Do you know which skills and areas of expertise are critical to the success of your project?
Do you have these skills?
Does your idea effectively utilize your own skills and abilities?
Can you find personnel that have the expertise you lack?
Do you know why you are considering this project?
Will your project effectively meet your career aspirations?

The next three questions emphasize the point that very few people can claim expertise in all phases of a feasibility study. Meaning that you should realize your personal limitations and seek appropriate assistance where necessary (i.e. marketing, legal, financial, etc.).
Remember, this is a big step (more like an endless race) in your life: YOU NEED A PROJECT!

Do you have the ability to perform the feasibility study?
Do you have the time to perform the feasibility study?
Do you have the money needed to have the feasibility study done?

Again, here is my advice to you: think it over and over and over...

Terça-feira, Setembro 20, 2005

Hebdomadário "O Otimista" - Nr. 38

Debate Carmona vs Carrilho - Exemplo de Civilidade

Decorreu em ambiente de elevada urbanidade, o recente debate dos candidatos à câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues vs Manuel Maria Carrilho, na SIC-Notícias, na passada quinta-feira.

Fontes da Protecção Civil, Comando-Geral da PSP e GNR, SIS e Polícia Militar garantiram ao Otimista que o dispositivo montado em Carnaxide para o debate do ano, considerado de elevado risco (alerta vermelho), funcionou em pleno.

Nas imediações do estúdio CarnaSIC foi instalado um perímetro de segurança constituído por forças anti-terroristas, tropas de choque, boinas verdes, diversos tanques vindos de Santa Margarida, chaimites, lança-chamas e tanques de água destinados a arrefercer os ânimos dos candidatos e respectivas claques. No Tejo, duas fragatas e um submarino encontravam-se parados por falta de combustível e, no ar, um Hércules C130 da Força Área transportava dezenas de gajas do leste destinadas ao próximo comício das tropas.

O Comando-Geral informou que foi apreeendido o seguinte material às claques de apoio dos candidatos: kalashnikovs, mísseis terra-ar e sams, facas-de-mato, gás sarin, cobras e lagartos e centenas de panfletos editados pelo Vilhena.

No final do debate, Carmona Rodrigues referindo-se ao seu opositor Doutor em Filisofia e Capa-da-Caras, MM Carrilho, deixou claro que este demonstrara ao eleitorado ser um ordinário f(piiiiiiii) da p(piiiiiiii).

Carrilho não quis responder, virou calmamente as costas e enfiando as mãos nos bolsos, murmurou: v(piiiiiiiiii) f(PIIIIIIIII) ò Carmona! Tú es um trolha rasca que nem categoria tens para me instalares a sanita e...(piiiiiiii, pooooooooo, puuuuuuu)!

Foi uma noite para mais tarde os eleitores recordarem.

Career Management (02)

Take a look at the introduction of the personal development program "The Next Chapter of Success" held at Harvard Business School:

How do you use past success to create a platform for the next meaningful stage of your personal and professional life? Increasingly, accomplished individuals find that the right mix of goals and skills changes over time as their visions and responsibilities grow, making it imperative to continually recalibrate their measures of success.
Whether you plan to remain in your current job, take on different responsibilities, or rescale your work commitments, Choices: The Next Chapter of Success will help you to rebalance your life plans by addressing critical issues that continually resurface for high-achieving individuals
.

This Harvard course is a good example of what might be seen as career management: it is targeted to middle aged managers facing rapidly changing environments. It provides a tool for those wishing to embrace new challenges. Notice the words used to describe it: "recalibrate, rescale, rebalance"

Therefore career management apply to all of us; not only to young generations seeking entrance in the labor market.

And what benefits can we get from coaching? Here are some examples:

Time management
Higher self-awareness
Career
Financial
Spiritual
Better goal-setting
Better family relationships
etc.

keeping the above in mind, I will try to focus my next posts on the needs of students and starting professionals.

Segunda-feira, Setembro 19, 2005

À Deriva

Os Alemães não estão satisfeitos com o processo de reunificação da pátria. Custou muito dinheiro e sacrifício, não está produzir os resultados esperados, demora tempo a mais e nem os supostos beneficiários se mostram agradados. Há que esperar por uma nova geração, dizem.

Os Alemães não gostaram de perder o seu Marco. Sentem-se enganados pelo Euro.

Os Alemães estão com receio do futuro. As suas regalias sociais e o seu sistema de protecção estão em causa. E eles não entendem o porquê.

Os Alemães não se revêm nos seus políticos. A estes falta carisma. E os eleitores flutuam ao sabor de demagogias e populismo.

Os Alemães estão a perder competitividade e a acumular desemprego.

Os Franceses e Italianos idem.

Os Ingleses têm um pé cá e outro no lado de lá.

Os Espanhóis lutam. Por cá e pelas latinoaméricas. Até pela sua língua. Têm um plano B.

A Europa tem dirigentes do tipo "mal menor" ao leme do barco.

E o barco está parado. E nós dentro dele.

Não receio que se afunde, mas as águas em breve deixarão de estar calmas. E pergunto, aonde nos levará o vento?

E-mail to: Manuel Pinho

Exmo. Sr. Ministro da Economia e da Inovação,

Dirijo-me a V.Exa. a propósito do projectado? Aeroporto da Ota.

Lamentàvelmente o meu contributo é quase zero, pois não posso criticar ou aplaudir aquilo que não conheço. Nem sequer me posso arvorar em especialista em navegação aérea ou analista de projectos.

Sou um simples cidadão-eleitor preocupado com o futuro do meu país - situação cómoda, reconheço, para quem se apresenta como ignorante e desprovido de responsabilidade nesta matéria - .

Ao invés, V.Exa., na sua actual qualidade de governante, tem o ónus de assumir a defesa da Causa Pública.

E é aqui que reside o busílis da questão, porque, sejamos francos, há um problema grave e sério de crise de confiança. Entre nós, cidadãos e vocês, governantes.

V.Exa e seus colegas no Governo correm o risco de ver posta em causa a realização de um projecto para Portugal que todos nós sufragamos.

Por falta de confiança.

Porque sem os Portugueses, não há projecto para Portugal.

Senhor Ministro, se considera que tem algo de útil e de válido para o nosso futuro, peço-lhe encarecidamente que se empenhe a fundo. Mas, por favor, resolva primeiro este problema da falta de confiança de todos nós.

Tome a seu cargo mais esta tarefa como condição "sine qua non" e não espere que alguém lhe diga como. O decisor está sempre só.

Queira aceitar os meus respeitosos cumprimentos.

Sábado, Setembro 17, 2005

Mulher, Portuguesa e Trabalhadora

Há quem julgue que certas profissões, por ex. a gestão, possuem uma mentalidade colectiva "machista", isto é, só os homens sabem mandar e têm capacidade para gerir. A prová-lo, vejam-se as estatísticas, folheie-se o "who is who", etc.

O estereotipo reserva para a mulher o papel da tradicional "mãe estremosa e dona de casa". E quando alguns dos top da gestão mundial publicam as suas biografias reservam sempre um parágrafo para agradecer o precioso suporte da sua mulher. Isto é, por detrás de um grande homem...

Reconheço que, em países como Portugal, é difícil à mulher uma realização plena no campo profissional. Para muitos dos nossos empresários, a questão da gravidez, os filhos, a casa longe do local de trabalho, etc. cria obstáculo a uma aposta na carreira das colaboradoras. São, muitas vezes, preteridas em função dos colegas-homens.

E é verdade que em termos de remuneração há muito erro a corrigir.

Estereotipos à parte, o que eu vejo é que a Mulher tem velocidade de lebre e o homem passo de caracol. Experimentem visualizar a nossa civilização ocidental no início do século passado. Voltem às estatísticas, sobretudo na área do ensino. Comparem...

Enquanto que os homens se massacravam em 2 guerras, as mulheres emergiam em todas as áreas: saúde, ensino, justiça, logística, administração, segurança, etc. E, pelo vistos, bem e sem quotas.

E saibam que não há só uma Condoleezza Rice ou Christie Hefner, (presidente da Playboy Enterprises, Inc). Há muitas mulheres, mesmo em Portugal, em altos cargos executivos quer em empresas privadas, quer nas públicas. E já agora, em qualquer sector da nossa sociedade.

Por ex., as nossas artes: a Helena Vieira da Silva e a Paula Rego são reconhecidas a nível mundial. Os nossos maiores pintores não alcançaram ainda esse estatuto.

Tenho o prazer e a honra de ser colega de mulheres portuguesas que são gestoras de alto nível. Já trabalhei, esporàdicamente, com algumas e só lamento o facto de, às vezes, me surpreender com a capacidade que elas demonstram ter.

Isto porque admito que à mulher portuguesa não lhe basta alcançar a paridade com o homem. Tem de suar mais.

Por isso, não entendo porque me encomendam estes textos...

Sexta-feira, Setembro 16, 2005

Pintura Portuguesa 6

Francisco Smith (1881-1961)

Entrepreneurship (03)

So, do you think you are the next Bill Gates? or Paul Allen? or Ray Kroc? Or John Slyth Pemberton, perhaps? Did you say Asa Candler? Well, go for it!

But hey, don't you know who Ray Kroc was? The Mc Donalds founder.

John Pemberton? Oh, just an ordinary pharmacist who invented Coca-Cola. The genius was Asa Candler...

So, you are not familliar with founders...but you want to get you hands on a very profitable company. Better, you gonna be rich!

Ok, first, check this:

Do you like to make your own decisions?
Do you enjoy competition?
Do you have will power and self-discipline?
Do you plan ahead?
Do you get things done on time?
Can you take advice from others?
Are you adaptable to changing conditions?

Did I hear a yes? Ok, now:

Do you understand that owning your own business may entail working 12 to 16 hours a day, probably six days a week, and maybe on holidays?
Do you have the physical stamina to handle a business?
Do you have the emotional strength to withstand the strain?
Are you prepared to lower your standard of living for several months or years?
Are you prepared to lose your savings?

Let's make a break. And think it over and over and over...

Quinta-feira, Setembro 15, 2005

Apanhados na Net (01)


Quero deixar uma palavra de agradecimento a todos quantos estão a enviar "pedaços" da net.

Alguns são antológicos, mas não dá para publicar... (no entanto continuem a mandar, que eu gosto de ver/ler!).

Mas estes também divertem, senão vejamos:

De um assinante zangado com a SportTV

...no entanto, fui informado que a SportTV tenciona transmitir no próximo fim-de-semana um jogo que opõe os dois últimos classificados da Liga portuguesa (Benfica e União de Leiria), o que considero um atentado aos padrões anteriormente definidos por vós, em que a selecção de jogos com equipas de top era o garante da qualidade das transmissões. O que se seguirá? Um Desportivo de Chaves - Moreirense? Um Desportivo das Aves - Portimonense? Ou um Sandinenses-Caçadores das Taipas?

PS. A particular escolha deste texto nada tem a ver com o facto de eu ser sócio do Sporting. Eu até acho que a União de Leiria é uma equipa top, só que está a atravessar um mau momento de forma.

Pedagogia Política


A RTP proporcionou-nos, na passada 2ª feira, a ocasião de nos confrontarmos com duas escolhas: debate, na Um, sobre a corrupção no poder local e uma entrevista ao ex-Presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, na Dois.

O meu interesse estava na Um mas escolhi a Dois, arriscando-me a ouvir demagogia latinoamaericana, pura e dura. Enganei-me.

Apesar do Presidente (os ex-presidentes latinoamaericanos "mantêm" o título) Fernando Henrique Cardoso ainda estar no activo, foi muito interessante ver e ouvir um homem sereno, inteligente e com profundo sentido do que é servir a Causa Pública. Mostrou que nem só os revolucionários "combatem na rua", que não basta ser intelectual, há que ter "saber de experiência feito" e há que ter coragem para, afrontando interesses e dificuldades de toda a ordem, executar um projecto para o qual se obteve mandato público.

E há que ter também a humildade de reconhecer que, por vezes, se erra e que nem tudo o que se promete se consegue realizar. Mas deve-se tentar.

FHC estabeleceu uma clara diferença entre o que é combate político, combate de ideias/projectos e governação efectiva/executiva; criticou as promessas utópicas, a falta de projectos bem pensados e estruturados e o laxismo da governação.

Quanto aos desvios/escândalos é a favor da punição dos prevaricadores, não por serem seus opositores, não pelo prejuízo pecuniário que causaram ao erário público, mas porque este tipo de atitudes mina a confiança dos eleitores e corrói o sistema democrático.

E, enquanto não encontrarmos melhor método de governação, temos, acima de tudo, de preservar a democracia.

Dou-lhe os meus parabéns, senhor Presidente, por ser tão bom pedagogo.

Quarta-feira, Setembro 14, 2005

Career Management (01)

Once upon a time...

There was a man named Joaquim Silva, born in Lisbon, son of a couple of public employees that came to live and work in Lisbon by the middle of the XX century, now buried at the cemetery Alto de S. João, Lisbon.

Joaquim Silva is a retired physician (currently living in a small village, in Algarve); he made his studies in Lisbon and started working at local public hospitals and a couple of years later made his private clinic, but never ceased working for the Portuguese public health service. Married with the deceased Joana, he lived all his life at Alvalade, a quiet Lisbon neighbourhood.

Mr. Silva does not understand why he cannot gather his sons for vacations or Christmas. The elder is a manager working in Brasil for the group Sonae, António, the second, was sent by his company, Renova, to Barcelona and Maria works as a teacher, lecturing this year in a small town in the north. The girl has been a teacher since graduation, but wishes to embrace his own business, while the boys had changed job and home for several times. That is why, in Mr. Silva’s view, both are divorced.

Well, as Bob Dylan’s lyrics said by the sixties: Times…they are changing!

Therefore, if you are young and hoping to make a career as a manager, marketer, scientist, economist, engineer, whatever, you should consider how to manage your path. Ask yourself where you want to be within 10, 15 or 20 years.

Managing careers is not only for professional sport players with coaches, lawyers and an array of agents. Everybody aiming for success should be concerned.

I will use this blog as a tool to help you, within my limited knowledge and resources, giving some hints as to how to deal with this issue. In the end, career management is a matter of using common sense and grabbing all the opportunities that lay ahead of one’s life.

Um Tipo Honesto



Cidadão eleitor das Caldas da Rainha pede desculpas a todos
os democratas por ter contribuido com o seu voto para a
eleição deste Governo.

in Jornal "O Público" de 6ª feira, 9/Setembro/2005

Terça-feira, Setembro 13, 2005

Hebdomadário "O Otimista" - Nr. 37

No pasado dia 8 deste mês, dois galinheiros emplodiram cerca das 16,00h, no decorrer de um comício para as eleições autárquicas, em Tróia.

Segundo o Otimista apurou, os políticos presentes chefiados por José Socrates, nada sofreram com o inesperado acidente.

Felizmente não havia turistas nas redondezas, pelo que tudo não passou de um pequeno estrondo e algum pó, que se confundiu com a areia da praia.

O acontecimento passou totalmente despercebido, pois no referido comício só se encontravam cerca de 3000 jornalistas, 400 câmaras de vídeo e doze televisões, contando claro com a local TVT - Televisão de Tróia pertencente ao industrial da construção civil, Belmiro de Azevedo.

Habitantes da localidade (7, ao todo) referiram desconhecer quem era o responsável pela existência dos galinheiros, mostrando-se muitos satisfeitos ao saberem que iria dar-se início à construção, em formato industrial, de um aviário para patos, no local dos emplodidos galinheiros.

Em comunicado enviado para esta redacção, a oposição critica a utilização de um certo cavalo em madeira colocado junto do recinto do comício que, segundo dizem, lhes pertencia.

Bernardo O'Higgins

Palácio de La Moneda


Nasceu a 20 de agosto de 1778 em Chillán Viejo. O seu pai, Ambrosio O'Higgins era um irlandês ao serviço da coroa de Espanha como intendente de Concepción, que em 1788 foi nomeado Governador do Chile; a sua mãe era Isabel Riquelme, uma senhora da alta sociedade de Chillán.

A 16 de Fevereiro de 1817, depois do triunfo patriota sobre os espanhóis na Batalha de Chacabuco, a liderança do movimento independentista chileno, o Cabildo, proclamou Bernardo O'Higgins como Director Supremo.

Foi no exercício deste cargo que o General O'Higgins se revelou como grande estadista ao organizar o governo da nova nação nas vertentes jurídica, educacional e material e ao regulamentar as suas funções, criando um novo sistema fiscal e adaptando as leis do regime colonial aos princípios republicanos, estabelecendo assim as bases para um sistema social mais justo e igualitário.

Teve a rara visão histórica de que apesar da magnífica vitória de Chacabuco, o Chile só conseguiria libertar-se em definitivo da opressão espanhola se pudesse alcançar o domínio dos mares, criando a sua própria armada. É-lhe atribuída a seguinte famosa frase:


"Este triunfo y cien más se harán insignificantes si no dominamos el mar".


O movimento de independência do Chile entre 1817 e 18, liderado por Bernardo O' Higgins, libertou o país da dominação secular espanhola; porém colocou-0 na órbita do imperialismo inglês, uma vez que, a partir da década de 20 as oligarquias conservadores assumiram o controle político do país, apoiadas pela Igreja Católica, preservando portanto os privilégios da elite crioula.

Bernardo O'Higgins renunciou ao seu cargo em Janeiro de 1823, tomando asilo no vizinho Peru para cuja independência também contribuira, aí falecendo em Outubro de 1842.

Os seus restos mortais foram repatriados em 1869.


Segunda-feira, Setembro 12, 2005

Entrepreneurship

Entrepreneurship ou empreendedorismo dois belos, mas complicados, neologismos sempre lembrados por aqueles que enfrentam o desemprego ou se encontram em início de carreira. Será?

Diz o ditado que a necessidade aguça o engenho...

Mas devemos pôr a questão: todos nós podemos criar empresas, ou teremos de possuir determinadas características inatas?

Certo é que todos os países precisam de novas ideias, novos negócios, novas empresas. Criam emprego e geram riqueza.

Certo é também que, em todas as épocas e em todas as latitudes, houve e haverá homens e mulheres que a partir de ideias, algumas até muito simples, criaram empresas de sucesso.

Mas outros (muitos mais!) falharam...

E nem todos eram jovens em início de carreira ou desempregados em desespero de causa.

Porque este é um tema que interessa a muitos e porque precisamos, cada vez mais, de boas ideias e empresas de sucesso, tentarei deixar, neste blogue, algumas notas para aqueles que têm na gaveta as tais boas ideias e não sabem bem o que fazer com elas.

Por ora, deixo-vos a palavra-chave: RISK

Tempos de Verdade

Todos nós temos momentos de verdade. Momentos em que as circunstâncias testam a nossa capacidade de reagir. Pode ser um acidente, a perda de um ente querido, o fim de um idílio ou casamento, um diagnóstico revelador de doença maligna, etc. Para esses momentos não temos soluções imediatas, nem fugas aparentes. E tornam-se significativos nas nossas vidas pelo mal-estar que provocam e também pelo tempo que duram. Mas são também momentos que proporcionam oportunidades para o nosso crescimento pessoal.

O mesmo sucede nas sociedades/nações em que vivemos. Aqui, o mal-estar pessoal torna-se colectivo e, aparentemente, a procura de solução tem maior grau de dificuldade.

Quando as coisas correm bem, raramente questionamos o porquê ou procuramos orientação. Sentimos que o bem-estar é um dado adquirido e merecido e não nos preocupamos em saber a quê ou a quem devemos o bem-estar. É essa a nossa natureza. Mas quando a calamidade acontece, vem a dúvida e começa a procura do culpado. Porque é que isto está a acontecer, quem é o culpado, qual o objectivo, quanto tempo vai demorar, o que devo fazer?

Nos momentos bons, achamos que o mérito é todo nosso. Nos momentos maus, a culpa é sempre dos outros. Esquecemo-nos que não pode haver sempre tempos de fartura e crescimento; os tempos maus também existem e devíamos estar preparados para os enfrentar. Temos de ter uma filosofia de vida pronta a ser utilizada. Tal como nos navios existem botes salva-vidas.

E devíamos todos consciencializarmo-nos que os tempos difíceis testam os nossos pontos fracos e fortes assim como testam as nossas ideias e políticas comuns. É a nossa oportunidade para mudarmos de atitudes e forma de ser e de percebermos mais claramente a validade dos princípios que nos guiam.

E o primeiro passo é reconhecermos, de vez, que Portugal está a atravessar um tempo de verdade, como aconteceu com o ultimato inglês, com o derrube da monarquia, ou o da 1ª república e, mais recentemente, com o 25 de Abril.

Permanecermos voluntàriamente cegos a esta realidade é negarmos a dádiva da visão.

Sábado, Setembro 10, 2005

Vacation is Over... an open letter from Michael Moore to George W. Bush


Friday, September 2nd, 2005

Dear Mr. Bush:

Any idea where all our helicopters are? It's Day 5 of Hurricane Katrina and thousands remain stranded in New Orleans and need to be airlifted. Where on earth could you have misplaced all our military choppers? Do you need help finding them? I once lost my car in a Sears parking lot. Man, was that a drag.
Also, any idea where all our national guard soldiers are? We could really use them right now for the type of thing they signed up to do like helping with national disasters. How come they weren't there to begin with?
Last Thursday I was in south Florida and sat outside while the eye of Hurricane Katrina passed over my head. It was only a Category 1 then but it was pretty nasty. Eleven people died and, as of today, there were still homes without power. That night the weatherman said this storm was on its way to New Orleans. That was Thursday! Did anybody tell you? I know you didn't want to interrupt your vacation and I know how you don't like to get bad news. Plus, you had fundraisers to go to and mothers of dead soldiers to ignore and smear. You sure showed her!
I especially like how, the day after the hurricane, instead of flying to Louisiana, you flew to San Diego to party with your business peeps. Don't let people criticize you for this -- after all, the hurricane was over and what the heck could you do, put your finger in the dike?
And don't listen to those who, in the coming days, will reveal how you specifically reduced the Army Corps of Engineers' budget for New Orleans this summer for the third year in a row. You just tell them that even if you hadn't cut the money to fix those levees, there weren't going to be any Army engineers to fix them anyway because you had a much more important construction job for them -- BUILDING DEMOCRACY IN IRAQ!
On Day 3, when you finally left your vacation home, I have to say I was moved by how you had your Air Force One pilot descend from the clouds as you flew over New Orleans so you could catch a quick look of the disaster. Hey, I know you couldn't stop and grab a bullhorn and stand on some rubble and act like a commander in chief. Been there done that.
There will be those who will try to politicize this tragedy and try to use it against you. Just have your people keep pointing that out. Respond to nothing. Even those pesky scientists who predicted this would happen because the water in the Gulf of Mexico is getting hotter and hotter making a storm like this inevitable. Ignore them and all their global warming Chicken Littles. There is nothing unusual about a hurricane that was so wide it would be like having one F-4 tornado that stretched from New York to Cleveland.
No, Mr. Bush, you just stay the course. It's not your fault that 30 percent of New Orleans lives in poverty or that tens of thousands had no transportation to get out of town. C'mon, they're black! I mean, it's not like this happened to Kennebunkport. Can you imagine leaving white people on their roofs for five days? Don't make me laugh! Race has nothing -- NOTHING -- to do with this!
You hang in there, Mr. Bush. Just try to find a few of our Army helicopters and send them there. Pretend the people of New Orleans and the Gulf Coast are near Tikrit.
Yours,
Michael Moore
MMFlint@aol.comwww.MichaelMoore.com

P.S. That annoying mother, Cindy Sheehan, is no longer at your ranch. She and dozens of other relatives of the Iraqi War dead are now driving across the country, stopping in many cities along the way. Maybe you can catch up with them before they get to DC on September 21st.

Sexta-feira, Setembro 09, 2005

Crónica do Amedrontado

E porque em tempo algum segredo de tais falas e
entendimentos me fora pedido pelos mui nobre senhores presentes,
não deixarei de dar conta das cuidadas razões que levaram
à conjura contra o Sarraceno.

E digo que eles assim falaram:

- Não, não e não!
- Mas atentai Senhor, el-reino anda em precisão de boa governação.
- Ide procurar um mancebo de vergonha feita.
- Para além da minha pessoa, não enxergo tal mancebo.
- Então falai com o cavaleiro da Cara-Alegre. De certo o encontrareis com os costados agarrados às paredes do paço. É de boa constituição, haveis de o notar!
- Vá de retro, Senhor! Para tal cú, não há cavalgadura que assente...
- Achais-me bem apessoado e de boa fermosura para o trono?
- Senhor, vós sois o o Trono!
- E que me dizeis dos meus vetustos anos?
- Sem por mais daquilo que vejo e me parece, vossas bochechas são pétalas de rosas frescas!
- E a espada que já de forças me fenece?
- Vós sois tão rijo e de campear que o não somos nós tanto, Senhor.
- Cuidais que chego para o Sarraceno de Boliqueime..
- Vós sabeis melhor que todos como dele tratar. Favas contadas.
- E que digo ao meu bom povo, ora que da razão anterior tenho de renegar?
- Ora, senhor, não deis conta! Pera quê? Todos serão tornados e convertidos ao desejo de Vossa Alteza, pois são de grande inocência.
- Assim sendo e com vossa licença, vou de abalada para esta grande tarefa. Determinarei consultas de grande urgencia nos meu Paços do Vau. E tornarei azinha pera minha capital!
- E o Cara-Alegre?
- Deixai-o de Cara-à-Banda!

Segurança Laboral

Em Portugal, as empresas são livres na elaboração do seu pacto social; livres na escolha das formas de financiamento; livres na escolha dos fornecedores; livres na escolha/selecção dos seu clientes; livres na negociação de preços e condições gerais de venda; livres para investir.

Portugal é um país de economia liberal, as regras de mercado funcionam: os mais aptos sobrevivem, os outros desaparecem. Será?

Mais de 90% do nosso tecido empresarial (na restante Europa, o mesmo acontece) é composto por micro e pequenas empresas, com um número de trabalhadores inferior a 20.

Quando a conjuntura é favorável, as empresas investem; quando é recessiva, as empresas não só não investem como são obrigadas a cortes nas despesas e até, a vendas de activos, quando não ao fecho.

Há liberdade para cortes nas compras (por ex. reduzir stocks) cortes nos gastos gerais, cortes na publicidade, consumíveis, etc.

Mas não há liberdade para cortar nos gastos com o pessoal. Porquê? Porque não há liberdade contratual, porque o Estado impôs regras em nome da segurança laboral. Aqui, o mercado não funciona como sucede, por exemplo em países com os USA, a Suíça, o Canadá e até o Reino Unido.

É uma opção de todos nós, ajustada ao princípio constitucional do direito ao trabalho. Só que se há trinta anos funcionava em plena harmonia com o princípio, hoje é um entrave.

São os países mais liberais que têm menos desemprego, melhores salários e maior produtividade e aqueles cujo exemplo seguimos, como a Alemanha e a França, recuam e procedem a alterações e ajustes nas regras da segurança do emprego.

Porque, lá e cá, os respectivos custos sociais (falo, por ex. do subsídio de desemprego) estão a atingir níveis incomportáveis, porque os jovens (em princípio melhor preparados) estão com dificuldades em entrar no mercado, porque as micro e pequenas empresas não têm poder negocial e para manter excendentários arriscam falências, porque na Europa e em Portugal não existem políticas reais que visem gerar mais emprego, porque o investimento está próximo do zero, porque há deslocalizações, porque há maior concorrência, etc.

As perspectivas do nosso mercado para 2006/2007 nada auguram de bom e isto já é do conhecimento de todos, pelo menos desde 2001. No entanto, em 2004/2005 o novo Código do Trabalho foi criado. A contra-corrente. Com prejuízo para os trabalhadoes portugueses e pelo menos, de 90% das empresas portuguesas. É obra!

Ficámos reféns, neste nosso belo castelo, das querelas habituais entre sindicatos/associações patronais/partidos políticos, enquanto, afora muralhas, o cerco aperta.

Até quando?

Quinta-feira, Setembro 08, 2005

Pintura Portuguesa 5


Mário Cezariny, pintor e poeta, nasceu em Lisboa em 1923

O Empreendedor

Não se pode cartografar ou obter o retrato-robot do empreendedor. O que se pode ver, são traços ou linhas difusas.

Penso ser essencial gostar-se das pessoas. Quem não se interessa pelos outros, o que é que pode oferecer? Não se esqueçam que a empresa é, bàsicamente, um centro de trocas; de um produto ou uma ideia, por troca de dinheiro, satisfação, poder, etc. É claro que o ponto de partida foi a descoberta de uma necessidade. De quem?

Segundo, tem de haver motivação. Que pode (e deve!) ser o dinheiro ou a satisfação do eu ou o alcançar do sucesso. A Cruz Vermelha é uma organização de sucesso e eu teria muito orgulho de ser o fundador de algo parecido, mesmo que não ficasse rico!

Outra característica: a perseverança e o espírito de sacrifício. O fulano(a)-tipo "nine to five" não pode ser um empreendedor. Este não tem horários, tem objectivos a atingir.

Capacidade de liderança: só aqueles que são exigentes consigo mesmos, têm a capacidade de liderar. E sem esta capacidade, a máquina emperra. Por isso, se acha que está bem consigo mesmo, deixe-se estar e não se meta em aventuras.

Gosto pelo risco: se se atira ao mar e não sabe nadar, ou se afoga, ou grita pela bóia e agarra-se com toda a força. O que se afoga, já lá vai, e o que se agarra à bóia, trabalhe por conta de outrem; porque o empreendedor assume riscos, mas com planeamento prévio. Se não sabe nadar, verifica primeiro se tem pé...

Pensar que com o criar de uma empresa se substitui a falta de emprego é o erro mais comum. Não caia nele, a não ser que esteja convencido de que é um verdadeiro empreendedor.

Quarta-feira, Setembro 07, 2005

Hebdomadário "O Otimista" - Nr. 36

Fontes afectas ao poder informaram (em off) o Otimista que neste verão foi realizada uma importante cimeira que reuniu os principais políticos nacionais. Da mesma teria resultado um arrojado e inovador plano de requalificação da chamada "tralha politiqueira" (e já não só socialista) com vista à moralização e renovação da nossa democracia.

Das várias medidas acordadas para imediata implementação, destacamos as seguintes:

- Mais autarquias para os independentes/insolventes/imputados/indigentes mentais tais como Valentim Loureiro, Isaltino Morais, Fátima Felgueiras, MM Carrilho, João Soares, Avelino Torres, etc.

- Promoção de promissoras e jovens estrelas da política para o mais alto cargo da nação tais como: Mário Soares, Cavaco Silva, Manuel Alegre, Jerónimo de Sousa, Francisco Louçã, etc.

- Não ao mensalão, sim ao dia-a-dia (que faz muita falta à classe)

- Despartidarização total das Empresas Públicas: fora com todos os militantes do partido dos independentes e/ou competentes.

- Ataque total ao déficit público: todos contra os ministros competentes!

- Novo Plano Renovador da Economia: Ota (versão XXI), NAEP (Nova Agência Espacial Portuguesa), Vale do Ave (versão nacional do Sillicom Valley), TGV ligando a Ilha de Faro às Berlengas e criação de um parque nacional de EBs, com anexação imediata de vários estádios de futebol, Sines, Alqueva, etc.

- Na justiça, criação do STP (Supremo Tribunal da Política) para futura supervisão e coordenação das 3.756 Comissões Parlamentares de Inquérito - CPIs - previstas para a actual legislatura; o Otimista sabe que três destacados juristas se encontram já indigitados: Filipe Vieira e Dias da Cunha como vogais, com Pinto da Costa a presidir.

Em comentário feito a Al-Jazira, Osama Bin Laden disse que Portugal vai ficar de fora do seu plano de ataque global aos Cruzados por acreditar que não vale a pena chover no molhado.

Vilões há muitos!

Não há muito tempo, tive ocasião de ver um vídeo do actual presidente venezuelano, Hugo Chavez, retirado dos célebres programas semanais "Aló Presidente". Nessa ocasião, o sr. Chavez, para além de insultar e apelidar de incompetentes, despediu toda a administração da Petróleos de Venezuela, a mais poderosa empresa pública daquele país. Isto em directo e perante o gáudio e aplauso de toda a clique de militares e políticos que figura nestes programas no papel de audiência convidada.

It goes without saying que os "incompetentes" foram substituídos por tenentes, majores e coronéis altamente especializados no transporte de malas recheadas de dólares, como meses mais tarde se veio a descobrir...

Dir-se-á: terceiromundismo...comentar isto, para quê?

De facto, a fama do governo Chavez já vem de longe. Mas, como recentemente se viu no caso Caixa Geral de Depósitos, o governo Sócrates apresenta-se agora como sério concorrente do lado de cá do Atlântico.

É que neste País não se deve demitir (por enquanto) uma administração por comunicado enviado aos telejornais, não se deve insinuar a incompetência, por mensageiros não assumidos e não se devem nomear boys para lidarem com muito do nosso dinheiro. Sobretudo em vésperas de eleições!

O que o governo Sócrates fez neste caso da CGD é muito soez quando comparado com o sr. Chávez. É que o sr. Chávez deu a cara e ainda disse que não tinha medo de encontar na rua os administradores despedidos e dar (ou receber) um par de estalos.

Por cá, nem isso...o que é pena!

Terça-feira, Setembro 06, 2005

Não é de Agora...


Do grande Eça, 140 anos atrás:

O déficit·...

"Sempre que no Parlamento se levanta a voz plangente dum ministro, pedindo que cresça a bolsa do fisco e se cubra de impostos a fazenda do pobre, para salvação económica da pátria, há agitações, receios, temores, inquietações, oposições terríveis, descontentamentos incuráveis. O povo vê passar tudo, indiferente, e atende ao movimento da nossa política, da nossa economia, da nossa instrução, com a mesma sonolenta indiferença e estéril desleixo com que atenderia à história que lhe contassem das guerras exterminadoras duma antiga república perdida. (...)Temos um déficit de 5. 000 contos. Esta é a negra, a terrível, a assustadora verdade. Quem o promoveu? Quem o criou? De que desperdícios incalculáveis se formou? Como cresceu? Quem o alarga? É o governo? Foram estes homens que combatem, foram aqueles que defendem, foram aqueles que estão mudos? Não. Não foi ninguém. Foram as necessidades, as incúrias consecutivas, os maus métodos consolidados, a péssima administração de todos, o desperdício de todos. Depois, as necessidades da vida moderna, de terrível dispêndio para as nações. Como na vida particular, cresceram as superfluidades, o vão luxo, o aparato consumidor, mais precisões, mais gastos, a vida internacional tornou-se tão cara que mais ou menos todas as nações estão esfomeadas e magras. (...)

O déficit tornou-se um vício nacional, profundamente arraigado, indissoluvelmente preso ao solo, uma lepra incurável."

Eça de Queiroz, 1867

Simón Bolívar, el Libertador


Simón Bolívar nasceu na cidade de Caracas a 24 de Julho de 1783. Era descendente de uma família de origem basca establecida na Venezuela desde finais do século XVI que ocupava, na então província espanhola, uma destacada posição económica e social.

No início do século XIX viaja pela Europa e filia-se numa loja maçónica em Paris, regressando à Venezuela em 1806. Três anos volvidos e já Bolívar detinha o posto de coronel, lutando pela independência da Venezuela sob as ordens do general Miranda.

Libertou do jugo espanhol os actuais seguintes países: Bolívia, Colômbia, Equador, Panamá, Peru e Venezuela.

São famosas estas palavras que, de certa forma, resumem a sua vida:

... "Por la libertad de mi patria he abandonado los blasones de una distinguida nobleza, me he visto privado de las delicias de una grande fortuna; he expuesto mi existencia por salvar la vida de mis conciudadanos; todas mis pasiones las he sacrificado a la salud pública y únicamente he conservado las que pueden contribuir a la destrucción de nuestros enemigos"...

Ironía do destino: o homem que deu a liberdade a meio hemisfério americano morreu pobre, em casa alheia (era de um espanhol) e com camisa emprestada (pertencia a um dos seu generais) na cidade colombiana de Santa Marta em 17 de Dezembro de 1830.

Destacou-se de entre os seus contemporâneos pelos seus talentos, a sua inteligência, vontade e abnegação, qualidades que colocou integralmente ao serviço duma grande e nobre causa: a de libertar e organizar para a vida civil muitas nações que hoje o veneram como a um Pai.

Os seus restos mortais, trazidos para a Venezuela em 1842, repousam hoje no Panteão Nacional, em Caracas.

Sexta-feira, Setembro 02, 2005

Derision

A professora Joana dá aulas há 13 anos; começou em Sagres, passou por Santarém, Melgaço, Valença e este ano foi colocada em Braga, onde reside.

O professor Fernando vai fazer, este ano, 300 kms/dia para dar aulas. É óbvio que não dá Matemática, porque as contas não devem ser o seu forte. Ou então ganhou algum euromilhões. Ou então é pago pelo sultão do Brunei.

Quem foi o inventor deste brilhante sistema? Kafka? Ionesco? Maquiavel?

Não é suposto uma dada entidade - a escola - que tem um dado objectivo - formar os nossos jovens - ter um responsável pelo cumprimento da Missão? E este responsável prover a dada entidade com os meios necessários, inclusivé os Formadores?

E, no final, o responsável ser julgado pela obtenção ou não de resultados?

Será que todos nós somos tão mentecaptos a ponto de não descortinarmos os méritos do nosso actual sistema educativo? Ou estaremos na Twilight Zone?

Por respeito ao que me ensinaram os Profes do meu tempo (sempre os mesmos, nas mesmas salas e corredores, que chatice!), não posso mandar os actuais/anteriores responsáveis a uma certa parte que eu cá sei...

Quinta-feira, Setembro 01, 2005

Molhar o Bico


Já vi, li e ouvi muito acerca dos fogos florestais em Portugal. E não aprendi nada.

Como dizia o bombeiro (ou era jornalista, ou piloto de helis?) alemão, os fogos em Portugal fazem parte do nosso acervo cultural conjuntamente com o Natal, os saldos, o bacalhau, e os 3 eFes. E, naturalmente, português que se preze, bota faladura sobre a matéria.

Desta cacofonia tira-se uma única lição: quando o mar bate na rocha... Ora, como isto já é conhecido desde o princípio dos tempos, podia-se ter poupado muita imagem, escrita e som!

Aqui não há nada a comentar, mas antes a constatar.

Que: os fogos florestais são um problema e existem pela simples razão de que ninguém é capaz de pôr cobro à situação.

E quem é que detem essa responsabilidade? O mexilhão?

Não!: Os políticos que, ao longo de 30 anos, se candidataram a gerir as autarquias e o País.

Em Agosto, Nada de Novo



Neste Agosto,




O Algarve continuou cheio de portugueses.
O Brasil também...
A Espanha oferece 5%.
As agências de viagens, bem muito obrigado!
Os carros de luxo continuam a vender-se.
E a gasolina em plena aceleração...
As casas (primeira, segunda e terceiras habitações) também.
Os shoppings cheios de gente a "saldar".
E os chinocas a facturar...
Os fogos em grande esplendor!
Os candidatos a banhos e a reflectir.
Os Ministros também...
Mas o Primeiro, não!
O Presidente condecora, condecora...
E a seca que não foi embora!
Os tribunais continuaram fechados.
Os indicadores económicos em erosão.
Os concertos rock apinhados.
As noites com jet-set em turbilhão.
A cerveja e o marisco ainda fazem bom petisco!

...e o meu país continua lindo...