Sexta-feira, Dezembro 23, 2005

Até 2006!

Estamos na recta final de mais um ano que não vai deixar muitas saudades.

Mas, como sempre, para o ano, as coisas vão melhorar. Haja o que houver!

Porque, já dizia Darwing, a evolução existe! E ainda bem que assim é, pois não gostamos de roturas. Perfilhamos a evolução na continuidade, tipo nada de novo na frente leste, depressa e bem não há quem, Roma e Pavia não se fizeram num dia, devagar se vai ao longe..

Portanto essa do "não corras... e vais ver o que é te acontece" é, definitivamente, para outros porque, nós por cá, todos bem.

Por isso, o Pateira e este truly yours vão de férias até 2006. Depois e para mal dos vossos pecados, será mais do mesmo.

Entretanto, deixo-vos os meus sinceros votos de um Bom Natal e um Bom Ano de 2006.

Ah! E não acreditem em tudo o que se escreve...o bom e o mau que nos acontece depende de nós. E, se já vamos a caminho de 900 anos, é porque somos capazes! Mai nada!

HISTÓRIA ANTIGA













Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava, e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.
E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da Nação.
Mas,
Por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.

Miguel Torga - Antologia Poética
Coimbra, Ed. do Autor, 1981

Quinta-feira, Dezembro 22, 2005

Noche de Paz


Noche de paz, noche de amor,
Todo duerme en derredor.
Entre sus astros que esparcen su luz
Bella anunciando al niñito Jesús
Brilla la estrella de paz
Brilla la estrella de paz.

Noche de paz, noche de amor,
Todo duerme en derredor
Sólo velan en la oscuridad
Los pastores que en el campo están
Y la estrella de Belén
Y la estrella de Belén
Noche de paz, noche de amor,
Todo duerme en derredor;
sobre el santo niño Jesús
Una estrella esparce su luz,
Brilla sobre el Rey
Brilla sobre el Rey.

Noche de paz, noche de amor,
Todo duerme en derredor
Fieles velando allí en Belén
Los pastores, la madre también.
Y la estrella de paz
Y la estrella de paz.

O Meu Conto de Natal: O Velho

Passeia-se e vive na zona chique das Avenidas Novas de Lisboa, em pleno século XXI. Tem quarto próprio na Av. Defensores de Chaves, junto ao luxuoso "health centre" Holmes Place. Por paredes, só duas e de vidro, ao que julgo. Tecto por acabar, cobrindo tão só meio quarto; cama exígua e feita de papelão com cobertura de trapo azul e branco, algures, em tempos idos, chamado de cobertor.

Tem ainda algum cabelo e barba rala branca que, por vezes, poucas, surge aparada. O corpo é magro e seco, mas ainda anda a direito e com movimentos firmes.

Não, não se trata de um drogado ou de um bêbado. Por vício, se é que a tanto luxo o Velho se pode dar, é o cigarro ao canto da boca. Suponho que os pobres pulmões devem ser negros como as noites da Av. Defensores de Chaves, em Lisboa.

Fala-me todos os dias - bom dia, boa tarde, boa noite, até amanhã. Insiste e nisso é chato, em ajudar-me a entrar e a sair da garagem, esquecendo-se, por vezes, de sair da frente do carro. E, acaba sempre por proferir umas frases incompreeensíveis. Ultimamente, fala muito do frio e da chuva...

Pois, a cabeça do Velho está com defeito! Alguém que, ocasionalmente o oiça poderá comentar que "já não carbura bem". Mas, aqueles que o conhecemos de há talvez uns três anos acenamos e dizemos a tudo que sim. Damos também, pelas Festas (Natal, Páscoa) uma nota daquelas que não nos fazem falta, bem como uns casacos, sapatos, pullovers que, de outro modo, iriam parar ao lixo.

Se ainda estão a ler, não estranhem que não vos diga o nome do Velho. Desconheço... mas, julgo um dia ter ouvido dizer que teria sido da GNR ou militar em qualquer ex-província ultramarina e que estaria à espera de uma reforma. De origem ou famíla, nada!

Mas este Velho, para mim, é especial. Não porque me vá fazer parecer bom Samaritano ou homem piedoso. Nada disso. Por aquilo que já leram, trato-o como quase todos os transeuntes da Av. Defensores de Chaves o fazem. Porque não nos faz mal, é bem educado, não pede esmola e, enfim, é um pobre diabo! Por isso, daqui não vai sair peditório para o Velho.

Simplesmente faço questão que neste blogue onde já falei de Atahualpa, Simão Bolívar, Pablo Neruda, Karl Popper, Franklin Roosevelt, Jorge Sampaio, Cavaco Silva, José Saramago e tantos outros, o Velho tenha também o seu lugar. E com destaque!

Lamento que o meu conto não tenha aquele final feliz que todos nós sempre desejamos e lamento ainda mais que não seja um conto.

Porque o Velho, em destaque no Pateira, é bem real.

Se o virem, na chique Avenidas Novas de Lisboa, século XXI, olhem-no bem. Afinal, a maioria de vós, meus queridos leitores, não tem direito sequer, a uma pequena menção neste blogue.

Ah, e, por favor, cumprimentem-no, porque ele é bem educado.

Nota: A imagem é de um auto-retrato de Vincent Van Gogh, 1889; Musee d'Orsay, Paris

Quarta-feira, Dezembro 21, 2005

Hebdomadário "O Otimista" - Nr. 51


Canal História na RTP1

Com a moderação do Dr. Mário Soares, assistimos ontem a uma entrevista histórica dada pelo Prof. Cavaco Silva. O Otimista pediu a opinião de um dos nossos melhores especialistas em debates históricos, o Professor Doutor José Hermano Saraiva; eis alguns excertos:

- Os nossos políticos enfermam de uma enorme "falta de sentido nacional". É um defeito, da mesma forma que se é míope, gago ou se tem uma úlcera gástrica.

- O carreirismo e a estrutura dos partidos num país da nossa dimensão tem obrigado metade de Portugal a chamar nomes à outra metade. Depois revezam-se, quando mudam da oposição para o Governo. Isso gera um descrédito que acaba por concluir que são todos iguais. Mas que diabo: então não se arranjam pelo menos candidatos que respeitem as boas maneiras?

- D. Sebastião e os "recursos de salvação nacional" estão dentro do País, mas os portugueses são preguiçosos no pensar e excessivamente conservadores.

- Antes de mais é preciso alertar contra um certo "pessimismo latente" – por vezes escandaloso - , mesmo ao nível de altos dirigentes, que constantemente passam a ideia de epílogo e sugerem a aceitação das soluções que não são portuguesas.

- Qualquer que seja o regime jurídico, se mantivermos uma cultura própria, um culto das nossas raízes, o estudo das nossas razões peculiares, estaremos a salvo de qualquer ameaça.

- Já o povo dizia “meter vinho novo em odres velhos”. O vinho sabe ao mesmo...

Mas, Senhor Professor, a gente queria saber a sua opinião sobre o debate de ontem...

- Debate??? Mas aquele moderador só falava em velharias....e olhe que eu até já votei no Mário Soares para a presidência!!!

Missão: Salvar o Natal

Nas ruas de New York andavam a vaguear duas meninas pobres; sem casa, só tinham uma pequena barraca.
Encontraram um pedaço de espelho, foram para sua "casa" e mostraram aos pais.

- Olhem o que descobrimos!!!
- Isso faz-me lembrar uma pequena lenda que a minha avó me costumava contar. - disse a mãe.
- Patetices! Não passam de lendas. - exclamou o pai batendo com a mão na sua pobre mesa.
- Não liguem. - acalmou-as a mãe. Sentem-se que eu conto-vos:

" New York não existia, mas existia uma pequena cidade chamada Happy Town. Lá viviam poucas pessoas, mas embora poucas, tinham um coração bondoso e feliz. Tudo graças a um espelho que estava nas maiores torres que lá existiam: eram as Twin Towers.
Todo o mundo invejava a Happy Town por ter esse espelho, mas os que tinham mais inveja eram os iraquianos. Um dia eles resolveram roubar o espelho, mas para sua surpresa apareceram os espanhóis com a mesma intenção. Houve uma grande discussão e...ocorreu o imprevisto, zás! O espelho partira-se em três pedaços. Quando os habitantes da Happy Town souberam, correram em grande algazarra para irem apanhar os pedaços de espelho. Com tanto empurrão os pedaços espalharam-se por toda a cidade, nunca mais houve Natal"

Ficaram muito espantadas a olhar para o seu pequeno pedaço de espelho que podia dar origem a uma grande e alegre cidade.

Uma exclama:

- Reunião no parque às 13h30m.

Os pais olharam um para o outro dando uma grande gargalhada.
Às 13h30m...

- Deves estar a pensar o mesmo que eu.
- Isto pode ser um pedaço de espelho. - disseram em coro.
- Vamo-nos separar para ver se encontramos os outros dois pedaços. Tu pela direita, eu pela esquerda. Aqui às 16h20m. A esta hora só estava uma.

- Onde se terá metido a Amy?

Às 16,30, a Amy chega a suar. Pára muito contente.

- Encontrei outro pedaço na casa de uma velhinha muito simpática. Ela convidou-me para entrar, contei-lhe tudo e ela foi buscar um pedaço de espelho e deu-me.
- Boa!!!

Sentaram-se a pensar onde estaria o outro pedaço.

- Ai! A minha nádega. Está a qui uma coisa brilhante.
- Vamos escavar para ver o que é.
- É vidro!
- Vamos juntar.

Amy interrompeu.

- Não. Vamos a casa da velhinha tão simpática, lá é o lugar apropriado.
- Sim, também acho.

Andaram, andaram...

- É aqui! A casa da senhora de idade.

Dlim, dlom, dlim-dlom.

- Quem é?
- Sou eu a menina a quem a senhora entregou o pedaço de vidro.

A senhora de idade já de memória curta perguntou:

- Quem?
- Sou eu a Amy.
- Ah! Já me recordo.
- Viemos partilhar consigo o momento da vinda do Natal.
- Ah, o espelho! Que espelho?
- É melhor começarmos a juntar.

Mas, de repente, alguém exclama:

- Ah, já me lembro!

Surge então uma grande imagem do presépio reflectido no espelho.

- Viva! O Natal está de volta.


Conto e ilustração da autoria de Carolina, Rita e Teresa, alunas do 5º Ano do colégio Mira Rio, Lisboa

Terça-feira, Dezembro 20, 2005

Ceia de Natal Venezuelana


O prato principal da Ceia de Natal na Venezuela- e em quase todos os países da América Latina - é o perú assado (Pavo de Nochebuena) que teve a sua origem no México, no século XVI. Os aztecas ofereceram-no ao conquistador Hernán Cortés que o terá levado para Espanha. No México chamava-se "guajalote".

Típico da Venezuela é a "hallaca", uma massa de milho que é estendida sobre uma folha de plátano pre-cozida e que pode ser recheada de vários tipos de carne guizada: vaca, porco, galinha ou perú condimentadas com ovo, azeitonas, alcaparras, etc. A folha de plátano é atada com fio e o preparado é aquecido em água quente.

O "pan de jamón" é parecido com a nossa típica bola de carne transmontana, só que a massa é bem mais leve e é recheado com fiambre, bacon, azeitonas e passas.

Nos doces, é típico aparecer uma mistura de doces locais como o doce de papaia, o ponche crema com o "turrón" originário do sul de Espanha e o "panettone" originário de Milão.

A bebida é o vinho e o ponche quente na zona dos Andes.

O Guizo Mágico


Era uma vez um rapaz chamado Johnny, que recebeu um guizo no Natal. A sua etiqueta dizia:

"Mete-te entre a lareira e o guizo e pronuncia claramente estas palavras: "Ascendio Lumass Totalis"

E Johnny assim fez.

Quando acabou de dizer essas palavras surgiu uma grande luz azul. Sentiu-se a cair de uma grande altura, e quando abriu os olhos viu um imenso campo de neve. Nele brincavam pequenas criaturas com chapéus bicudos e roupas verdes.
Ao longe avistou um trenó e oito renas - Christopher, Rudolph, Finy, Finingan, Poul, Diggory, Ding e Dong. Johnny reparou que Rudolph tinha um nariz vermelho, que brilhava. Então a rena de nariz brilhante falou:

- Monta-te em cima de mim! Vou levar-te a um lugar maravilhoso!!!

O Johnny subiu para o dorso de Rudolph, e passado algum tempo, Rudolph aterrou em cima de uma locomotiva. E foi então que ouviu:

- HO, HO, HO!!! - Ao comando da locomotiva havia um senhor de muita idade com cabelo e barba brancos até à cintura. Tinha um fato verde com um cinturão preto. Foi então que reparou no Johnny, e disse:

- Ah! Estou a ver que a minha fiel rena Rudolph te trouxe até aqui! Salta cá para dentro!

Johnny saltou e perguntou ao homem:

- Desculpe. Mas... Quem é o senhor?
- Johnny! É normal que não saibas quem eu sou...
- Mas como...como é que sabe o meu nome?
- Desculpa! Ainda não me apresentei. Eu sou o São Nicolau, mais conhecido por Pai Natal. Fui eu quem te mandou o guizo.
- Para quê?
- Para me ajudares um pouco na distribuição das prendas. Vamos começar pelas meninas do 5º ano do Mira-Rio I. A Catarina quer uma Barbie Mensagens Telemóvel, a Ana Filipa quer um Nenuco, a Inês quer uns bombons I Love Milka, a Carolina quer uma casinha de bonecas e a Renata quer um projector da Disney Princess.

E o Johnny, o Pai Natal e os seus ajudantes conseguiram entregar as prendas a tempo.

- Bem, Johnny, está na hora de te mandar de volta para casa. Adeus meu filho!
- Adeus Pai Natal! Até para o ano!

E o guizo ficou guardado dentro de uma caixinha de cristal até à próxima aventura.

FIM

Conto da autoria de Leonor e Mariana, alunas do 5º Ano do colégio Mira Rio, Lisboa

Segunda-feira, Dezembro 19, 2005

Navidad en Madrid

Madrid, Puerta del Sol, Diciembre 2005

Hola Amigos,

Como veis por la bella imagen que os traigo de Madrid, estamos en plena época navideña! Así es que no vamos a hablar de la política, la economía, el trabajo, yo que sé!

Es época de Fiesta, Familia, Amigos y Esperanza en mejor futuro.

Y también de la Cena de Nochebuena. No me pidáis que os de recetas de primeros platos como el Pavo Relleno o Huevos Escondidos o Langostinos al Cava; mucho menos de los típicos dulces o postres como el Roscón de Reyes, el Turrón de Almendra el Mazapán y tal.

Lo mío, ya lo sabéis, es copas, así que os dejo una bebida muy apreciada y que se llama Cazuela de Champaña, la cual se sirve en una copa de champaña (en este caso se usa una copa de boca ancha) con una bolita de helado de piña (ananas) y sobre ella se deja caer la champaña frìa. Pues al final de la Cena, con un buen dulce, hostias!

Queridos Portugueses, os deseo una Feliz Navidad y un Próspero Año Nuevo 2006!

Hasta 2006, venga!

Desde Madrid, Emilio Santoro

As Crónicas dos Quatro Irmãos

No tempo da segunda Guerra Mundial, as crianças tinham que se despedir dos pais e partir.

Mas, durante a viagem, quatro irmãos, já fartos de andar horas e horas dentro da camioneta, foram falar com o responsável daquela família, e perguntaram:

- Desculpe, ainda falta muito para chegarmos?
-Um bom bocado!

Passado algumas horas:

- Que casa tão bonita! - exlamou a Sílvia.
- Bem Vindos!
- Porquê? - perguntou a Filipa.
- Porque é aqui que vão morar. - disse o responsável.
- Uaau!! Que bonita casa.

Quando entraram:

- Como se chamam? - perguntou uma senhora muito bem vestida, bem arranjada, muito bem educada, de certa idade e que era a dona da casa, a D. Matilde.
- Eu sou a Sílvia. - disse a irmã mais nova.
- Eu sou o Henrique. - disse o irmão mais velho.
- Eu sou a Filipa. - disse a irmã mais velha.
- Eu sou o Guilherme. - disse o irmão mais novo.

No dia seguinte foram jogar às escondidas.
O irmão mais novo que se escondeu debaixo da cama encontrou um baú; dentro dele havia um buraco; curioso, saltou lá para dentro e:

- Aaaaaaa!! Ai!! Ai!! Magoei-me.
- Estás bem?. - perguntou um homem vestido de vermelho conhecido como o Pai Natal.
- Pai Natal, és mesmo tú?!
- Sim, sou eu!!
- Pai Natal, tenho uma pergunta a fazer-te!! Disseram-me que tu quando vês uma criança, dás sempre o cartão de sócio do Pai Natal. É verdade?
- Sim, toma, este é teu. Quando me quiseres ver em qualquer altura bate três palmas, e chama por mim. E eu apareço à tua frente.
- Oh não, olha para as horas que são!
- Não te preocupes, lá fora o tempo está parado.
- Mas mesmo assim prefiro ir para casa, estou a ficar com fome.
- Então vem a minha casa, vamos lanchar!
- Está bem.

Quando chegou, disse admirado:

- Tantos brinquedos!
- Então vou pedir-te um favor muito pequeno: escolhes um brinquedo muito desejado pelos teus irmãos e vais entregá-los.
- Como é que sabe que eu tenho irmãos?
- Ora, ora, então não sabes que o Pai Natal conhece todas as crianças do mundo? Bom, vamos é lanchar.
- Tão bom!! - exclamou o Guilherme deliciado com os chocolates, com os rebuçados, com as batatas fritas e outras guloseimas.

No fim daquilo tudo acabou por adormecer e quando acordou:

- Porque estás vestido de Pai Natal com um saco de prendas na mão? - perguntaram os irmãos.
- Nem sabem o que aconteceu! Vamos para o nosso quarto e eu conto-vos a minha aventura.

Fim

Conto e ilustração de Filipa e Sílvia, alunas do 5º ano do Colégio Mira Rio de Lisboa

Domingo, Dezembro 18, 2005

Manuel Alegre, Poeta Candidato

Prezados Leitores,

Hoje trago à vossa presença a imagem do dandy (é espanhol, Rita, el dandy, nunca ouviu?) da política portuguesa, o meu querido Manuel Alegre. Este homem possui o charme aristocrático do poeta Francês Lorde Byron (pronuncia-se birron, Rita) apesar de eu achar que a "curva da felicidade" do Manel está um tudo nada acentuada. Próspero sim, mas não tanto que chegue a parecer um banquier (detesto inglesismos!). A barba, bem cuidada, é sedutora qb e o olhar é épico (percebeu o trocadinho poético, Rita?).

Institucional: O enroupar do Manel é todo ele blasée (inglesismo horroroso!) e cheio de classe, muito nórdico, como convém à sua estatura e pele morena. O bom e nacional Dielmar está na ordem, camisa Façonnable e a gravata Zegna que combina a matar. Nada de botões de punho, relógio Breitling (esquerda, mas moderna, e com classe pá).

Sport: Aqui não há nada que enganar, pois vela, pesca e caça só com Paul & Shark. Como pergunta muito bem o Manel, ao vento que passa: pra que é que a gente quer a massa, porra?

Carro: Isso é coisa para as direitas conservadoras; ao Manel recomendo-lhe que se passeie nos bons carros das amigas. Fica assim com as mãos livres para declamar.

Decor Sonoro e Visual em Casa: Uma boa sala com som surround da McIntosh ouvindo um nocturno do francês Chopan (O Pedro SL adora os violinos!) é o melhor que há para se fumar um belo Cohiba, beber um Habana Club e ler o poeta cubano Neruda. Isto, como diz o Manel, ele há outras vidas mais baratas...mas não prestam, porra!

Decor Geral: A tal boa sala com um belo sofá Rolf Benz, um quarto king Size (belo, o Francês) da B&B e é o quanto basta! A cozinha já está montada no Gambrinus...

Espero que os meus queridos leitores da gauche (horror!) moderna vejam no Manel um futuro role model (ah... o Francês!) para a presidência. E Manel, por favor, não se amorfine (é italiano, Rita) com sondagens...é só inveja, querido!

E, é tudo. Bem hajam, um Santo Natal, um Bom Ano e até breve.

Renato Prado, consultor de imagem

Sábado, Dezembro 17, 2005

The New Rich-Rich Gap

O artigo que a seguir reproduzo é da autoria de Robert B. Reich fundador e editor de "The American Prospect". Reich foi Ministro do Trabalho no 1º governo de Clinton e é autor de 10 livros incluindo The Work of Nations, bestseller traduzido em 22 línguas. Actualmente é professor de política económica e social na Universidade de Brandeis - Massachusetts. À atenção dos nossos "especialistas" em emprego:

- 15 years ago, in "The Work of Nations," I described a three-tiered work force found in most advanced economies. At the bottom were workers who offer personal service, mainly in retail outlets, restaurants, hotels and hospitals. In the middle were production workers in factories or offices, performing simple, repetitive tasks. At the top were "symbolic analysts," like engineers or lawyers, who manipulate information to solve problems. Educated to think critically, almost all have university degrees. They were the knowledge workers of the new economy.
I predicted that advances in technology, and globalization, would widen the gaps in income and opportunity between these tiers. I was, sadly, prescient. In recent years, the top fifth of American workers has held 85 percent of the country's wealth. What I didn't predict was that the three tiers would change shape so dramatically.
The top and bottom tiers are growing, and the middle shrinking, much faster than I expected. Symbolic analysts now make up more than a fifth of all jobs in advanced economies, up from about 15 percent 15 years ago. Their incomes in developing economies are soaring, relative to other workers'. In China, the wealthiest 5 percent now control half of all bank deposits. India's symbolic analysts are becoming a new national elite.
Two different groups of symbolic analysts are emerging: national and global. Most symbolic analysts still work within a national economy, manipulating various kinds of symbols with the aid of computers. They're at the core of their nations' middle class -- accountants, engineers, lawyers, journalists and other university-trained professionals.
Yet a new group is emerging at the very top. They're CEOs and CFOs of global corporations, and partners and executives in global investment banks, law firms and consultancies. Unlike most national symbolic analysts, these global symbolic analysts conduct almost all their work in English, and share with one another an increasingly similar cosmopolitan culture.
Most global symbolic analysts have been educated at the same elite institutions -- America's Ivy League universities, Oxford, Cambridge, the London School of Economics or the University of California, Berkeley. They work in similar environments -- in glass-and-steel office towers in the world's largest cities, in jet planes and international-meeting resorts. And they feel as comfortable in New York, London or Geneva as they do in Hong Kong, Shanghai or Sydney. When they're not working -- and they tend to work very hard -- they live comfortably, and enjoy golf and first-class hotels. Their income and wealth far surpass those of national symbolic analysts.
There's a good economic reason that this group of global symbolic analysts emerged. Global commerce is now occurring on a scale and with a complexity that no commercial contract can adequately cover and no single legal system can sufficiently enforce. Hence, global dealmakers must rely to an ever greater extent on an extended network of people whom they trust.
This sort of trust depends on personal connections -- on "relational capital" that draws on accumulated good will, and on confidence that anyone within that trusted circle can be relied on to draw in others equally trustworthy. Global symbolic analysts within a trusted circle share a kind of brand-name franchise that opens doors and consummates deals. They spend a lot of working time in front of computers and on the phone, but also devote significant time to face-to-face meetings, all over the world.
The growing number of symbolic analysts is also helping fuel the growth in the lowest tier, the personal-service workers. It used to be that about a third of the work forces in advanced economies were in person-to-person jobs; now, close to half are. Today, more Americans work in laundries and dry cleaners than in steel mills; more in hospitals and nursing homes than in banks and insurance companies. More work for Wal-Mart than for the entire U.S. automobile industry.
This is happening because busy households are "outsourcing" more housework, because populations of advanced economies are aging, raising demand for elder care, and because the richest 10th have so much discretionary income they can afford lots of pampering. They're hiring coaches, masseurs, drivers, gardeners, cooks and therapists of all kinds. Yet the supply of service workers is increasing faster than demand, due to a flood of new immigrants, and of workers no longer needed in routine production. As a result, the pay for these jobs is low and falling.
Meanwhile, the ranks of production workers have fallen, from about a third of advanced-economy work forces 15 years ago to one quarter. Analysts at Alliance Capital Management in New York, in a study of 20 major economies, found that between 1995 and 2002 more than 22 million factory jobs vanished. The United States wasn't even the biggest loser. America lost about 11 percent of its manufacturing jobs, while Japan lost 16 percent and Brazil lost 20 percent. The biggest surprise: China, which is fast becoming the manufacturing capital of the world, lost 15 percent of its manufacturing jobs.
What's going on? In two words: higher productivity. Factories are becoming more efficient, with new equipment and technology, and in nations like China, market reforms are replacing old state-run plans with modern ones. As a result, even as China produces more manufactured goods than ever before, millions of its factory workers have been laid off.
Routine office jobs are disappearing almost as fast as routine factory jobs. Almost any office task -- claims adjusting, mortgage processing -- can be done more cheaply and accurately these days by specialized software. Jobs that can't be turned into software are heading to low-wage countries as fast as telecom systems can reach them. Not only are call centers, tech support and routine computer coding going abroad, but so are jobs involved in patent applications, divorce papers and certain domains of research. This trend portends a growing clash of interests at the top, between national and global symbolic analysts.
More of the jobs of national symbolic analysts in advanced economies--including software programmers and engineers, designers and researchers -- are heading to national symbolic analysts in China, India and locations in Southeast Asia. Already Siemens, Nokia and General Electric are conducting manufacturing-related R&D in China. As a result, professionals in advanced economies are becoming worried about their job security, and less enamored of free trade and open capital markets. Global symbolic analysts, on the other hand, have a huge and growing stake in globalization. Their relational capital is far less transferable to Asia. Hence, as globalization intensifies, their skills are in ever greater demand.
The fears of national symbolic analysts are premature. The demand for their skills is still rising, notwithstanding the new competition. The earnings of university graduates in the United States and most advanced economies continue to outpace the earnings of those with only secondary-school diplomas, and the earnings of people with graduate and professional degrees are rising even faster. If demand for symbolic analysts were dropping, we would expect the opposite.
Yet unless the advanced economies invest more in education and basic R&D, they could lose their global lead in science, engineering and high-value-added production within a few decades. China and India are now graduating more engineers and computer scientists than are emerging from American and European universities. At some point, national symbolic analysts in advanced economies will lose ground. Their global brethren, meanwhile, will continue to dominate global commerce. The income and wealth gap between them will widen into a chasm. They will live, literally, in different cultures.
© 2005 by The American Prospect, Inc.

Sexta-feira, Dezembro 16, 2005

Dezembro - Mês das Crianças

A propósito de mais uma criança - neste caso um recém-nascido - vítima de brutalidade horrenda por parte dos progenitores!!!???

Um Ministro deste Governo e deste País disse que o corpo clínico do hospital onde se encontra a criança extravasou competências ao insinuar que tinha havido falhas dos serviços competentes...

Um Ministro deste Governo e deste País disse que não houve neglîgência dos respectivos serviços competentes...

Um Ministro deste Governo e deste País disse que os funcionários dos respectivos serviços competentes precisam é de mais formação...

Senhor Ministro: Os médicos portugueses, como qualquer outro cidadão, têem todo o direito à indignação perante cenários de horror como este, que tendem a banalizar-se. São simplesmente humanos!

Senhor Ministro deste Governo e deste País: Se os seus funcionários não falham, se estão a cumprir diligentemente o seu dever, porque admite que não lhes deu a formação necessária?

Senhor Ministro deste Governo e deste País: Se não tem pejo em criticar os médicos portugueses, será possível que V.Exa. tenha receio de enfrentar os sindicatos dos seus funcionários competentes?

Bom Natal, Senhor Ministro, e, por favor, pense bem nas crianças portuguesas. Em todas - nas bem e nas mal nascidas -. É que elas são a nossa maior riqueza.

Sopa dos Pobres

Socialist-backed candidate for the upcoming January 22 presidential elections, Mario Soares, dishing out some soup during a visit to a school in Queluz (Lisbon) during yet another pre-campaign electoral visit. (Photo: Lusa/Antnio Cotrim)

Ó senhor responsabel pelo Pateira...

Tú que parece que falas a língua dos bifes disme lá que bandalheira é esta de aparecer o nosso Marocas a comer na sopa dos pobres?

Oube, esta bergunhosa foto benhe num jornal da estranja que um cliente bife deixoue , não digo aonde que é Natal!

Eu quando bi isto inté me passei, carago!

Ó murcon, é que isto é um desprestígio até pro meu negócio que bibe do export/import. Atão cumu é? Num basta os Portugueses dizerem mal disto? Agora até os estranjas falam mal do Portuga, carago!

Ora benhe, pra todos os meus grandes amigalhaços e amigalhaças (ò Santinha, então pensabas que eu me ia esquecer de ti?) e tambenhe para os leitores do Pateira, quero desejar um Santo Natal e um Ano Novo cheio de carcanhóis, que, sem isso, falta tudo nu é?


Zé Trombinhas

Quinta-feira, Dezembro 15, 2005

Cuento de Navidad


Cuenta una leyenda que a un angelito que estaba en el cielo, le tocó su turno de nacer como niño y le dijo un día a Dios:

- Me dicen que me vas a enviar mañana a la tierra. ¿Pero, cómo vivir? tan pequeño e indefenso como soy.

- Entre muchos ángeles escogí uno para ti, que te está esperando y que te cuidará.

- Pero dime, aquí en el cielo no hago más que cantar y sonreír, eso basta para ser feliz.

- Tu ángel te cantará, te sonreirá todos los días y tú sentirás su amor y serás feliz.

-¿Y cómo entender lo que la gente me hable, si no conozco el extraño idioma que hablan los hombres?

- Tu ángel te dirá las palabras más dulces y más tiernas que puedas escuchar y con mucha paciencia y con cariño te enseñará a hablar.

-¿Y qué haré cuando quiera hablar contigo?

- Tu ángel te juntará las manitas te enseñará a orar y podrás hablarme.

- He oído que en la tierra hay hombres malos. ¿Quién me defenderá?

- Tu ángel te defenderá más aún a costa de su propia vida.

- Pero estaré siempre triste porque no te veré más Señor.

- Tu ángel te hablará siempre de mí y te enseñará el camino para que regreses a mi presencia, aunque yo siempre estaré a tu lado.

En ese instante, una gran paz reinaba en el cielo pero ya se oían voces terrestres, y el niño presuroso repetía con lágrimas en sus ojitos sollozando...

- ¡Dios mío, si ya me voy dime su nombre!. ¿Cómo se llama mi ángel?

- Su nombre no importa, tu le dirás : MAMÁ.

A Farpela do Jota Shoque


Yô, brows, tudo cool?

Jota Shoque, a cobra rap da Grande Almada, Barreiro e Zona J de Chelas, tá de novo, no Pateira.

Este flashi que dedico às minhas fãs, foi tirado no flat da Tó, que é uma ganza! Topam?

Pro pessoal que quer saber onde saquei a minha bela fatiota, é especial BN (bué da nice) feita pela Katia Vanessa, prima daquele mano de São Tomé que faz a comida no meio da Roça.


Se de roupa queres falar, Vounessa!
Se me queres imitar, Vanessa!
Sou o Jota Shoque, das ladyes bué sabido...
Sou cobra rap e bem curtido... Yôooo


Ó do Pateira, põe som nesta cena, meu!
Tá no ir... Tá-se bem!

Quarta-feira, Dezembro 14, 2005

Hebdomadário "O Otimista" - Nr. 50

"Comigo, o dinheiro sempre aparece"


O Otimista entrevistou o candidato Mário Soares num intervalo da sua pesada agenda eleitoral, logo a seguir a um mega-comício realizado no teatro municipal de Caldas de Vouzela cuja lotação de 50 pessoas estava pràticamente meia-cheia. Alguns excertos das declarações:

"A direita, com Barroso e Ferreira Leite, veio dizer-nos que estávamos de tanga e que não havia dinheiro para a Ota e o TGV; pretenderam assustar-nos com o espantalho do déficit público"

"Os economistas da direita apocalíptica, com Cavaco à cabeça, querem agora amedrontar-nos com a estagnação, o desemprego e a rotura do sistema social"

"Estão a faltar à verdade!"

"Eu sempre disse que, comigo, não há falta de dinheiro, nem no tempo do FMI, quanto mais agora!"

" E vejam se falo ou não verdade: desde que surgiu a minha candidatura, já temos a Ota, o TGV, 3 novos hospitais em Lisboa, etc"

"E, se for eleito, como espero, o TGV vai para Vigo e para o Algarve!; o metro do Porto vai chegar a Viana do Castelo e Aveiro!; vai haver mais rotundas, mais pontes e viadutos, mais EBs, mais piscinas e pavilhões multi-usos; novos estádios de futebol; um novo autódromo, vamos, finalmente urbanizar o Alentejo, encher o interior com modernos centros comercais e por aí fora."

"Aliás, tenciono apresentar este plano, na minha 1ª Presidência Aberta, nas Caraíbas, logo após a cerimónia da posse. E já tenho um 747 fretado para os meus convidados!"

"Como dizia o meu amigo Mitterrand: paroles de economistes ne sube pas aux ciels e muito menos à la Présidence"

Career Management (12)

If you are running after a good salary, prepare yourself for a tough negotiation. If you're interested in reading more about what it takes to negotiate compensation, try these recommendations from Richard G. Shell, the Thomas Gerrity Professor at the Wharton School of the University of Pennsylvania.

Here is the list:

"Get Paid What You're Worth: The Expert Negotiator's Guide to Salary and Compensation" By Robin L. Pinkley and Gregory B. Northcraft"This is a great starting place for anyone deciding to negotiate compensation. It covers all the basics."

"Women Don't Ask: Negotiation and the Gender Divide" By Linda Babcock and Sara Laschever"Women often get paid less than men for doing the same job. This book explains why and what you can do about it."

"Influence: The Psychology of Persuasion" By Robert Cialdini"There is a lot of psychology behind effective negotiations in both business and everyday life. This wonderful work explains the 20% of that psychology that makes 80% of difference to your success."

"Emotional Intelligence: Why It Can Matter More Than IQ"By Daniel Goleman"Sometimes it isn't what you ask for but rather how you ask for it that makes the difference. This work shows that getting ahead depends as much on your sensitivity to peoples' feelings as it does to the excellence of your work."

"Think and Grow Rich" By Napoleon Hill"Having the right mental attitude is critical when you are asking for more pay. This classic self-help manual shows you a step-by-step process for getting psyched up so you will achieve your goals -- for compensation and everything else."

Terça-feira, Dezembro 13, 2005

José Saramago


Confesso que o José Saramago é o meu artista preferido no campo das palavras é com toda a justiça prémio Nobel e pasme-se nasceu Português publicou recentemente as Intermitências da Morte que começa e acaba com esta simples frase e no dia seguinte ninguém morreu parece que a dita se toma de amores pela Vida e entra em greve complicando as coisas cá pelo nosso cantinho aliás Saramago já nos pôs à deriva pelo oceano fora cegou-nos fez-nos votar em branco deu-nos a Blimunda e o Cão das Lágrimas pôs um heterónimo a vaguear por Lisboa um revisor a rever a história da cidade e esta coisa de escrever sem pontuação é como andar à caça com gato por falta de cão mas o homem é assim original tal como diz o ditado Deus pensa e o Homem faz ou bem pelo contrário
pois naturalmente que recomendo esta história da Morte que decidiu não ser morte e pôs-se a fazer greve a malandra tal como os juizes que decidiram também eles fazer greve e deixarem de ser órgão de soberania porque a dita cuja está em causa por causa dos malandros do Governo é porque tudo e nada tem a ver com a Justiça afinal ao nascermos adquirimos o direito à Morte e de direitos adquiridos ou melhor genéticos estamos todos neste País mais do que conversados
e dada a minha incontinência verbal provocada por esta mania de Autor que esquece pontuações tais como ponto final vírgulas ponto e vírgula e quejandos deixo aqui mais uma frase inicial para novo livro do meu artista preferido no campo das palavras
naquela manhã de 25 de Dezembro de 2005 o Americano correspondente da Reuters puxou do seu telemóvel de última geração 3G e fotografou a caixa da sua vida Lenine abria os olhos e rodava lentamente a cabeça

Serões de Política Económica ISG

Terá lugar hoje pelas 18h e 30m a sessão de encerramento da 1ª série dos Serões de Política Económica, nas instalações do ISG – Instituto Superior Gestão, Palácio de Santa Clara - Salão Nobre. A participação nesta sessão dos serões é livre.

Para além dos directores dos serões, Prof.ª Dr.ª Manuela Ferreira Leite e Prof. Dr. Joaquim Pina Moura, haverá a participação especial do senhor Governador do Banco de Portugal, Prof. Dr. Vítor Constâncio, que fará uma comunicação sobre A Economia Portuguesa. Terão depois lugar as intervenções dos directores dos serões, após o que se seguirá um debate em que poderão participar todos os presentes.

No início de 2006, com a mesma direcção, o ISG retomará os Serões de Política Económica, numa segunda série e com novos temas. Entre estes, destaque para: a política de energia, a gestão da dívida pública, a política de concorrência, as finanças das autarquias locais, a regulação económica e a gestão dos recursos humanos na administração pública.

Mais informações em Serões de Política Económica

Segunda-feira, Dezembro 12, 2005

Dulces del Convento

Hola, que tal?

Pues si, pasamos una semana casi parados por 2 feriados y todo el mundo a pasear o a comprar los regalos de Navidad.

En el sorteo del mundial 2006, la fortuna sonrió a España pues Ucrania, Túnez e Arabia Saudí se quedaron en nuestro grupo, el H. A Portugal también le salió bien. Vamos a ver si nos encontramos en alguna ronda posterior, pues sabéis que tenemos cuentas por arreglar desde Lisboa 2004.

Y ya que estamos en Navidad, este fin de semana he hecho con mi Maria (como decís ahí en Portugal a la compañera) una visita a Expoclausura para comerme y llevar para casa, rosquillas de 'bocao', elaboradas por las Clarisas de Valladolid; mazapanes rellenos enviados por las monjas de Jaén o típicos 'empiñonados' además de los bien conocidos turrones. Esto son algunos de los dulces navideños a la venta en Expoclausura, que en su apertura ha registrado una gran afluencia de público y largas colas.

La IX Exposición-Venta de Productos Navideños elaborados en Conventos de Clausura y Monasterios de España ha abierto sus puertas en el centro comercial ABC Serrano con la incorporación de dulces de dos conventos de Castilla y León y La Rioja. Esta venta especial cierra el próximo día 18 y el ingreso es una de las principales fuentes de ayuda al mantenimiento de los monasterios participantes. Ha estado de rechupete acompañado de una buena cidra!

Hasta luego,

Desde Madrid, Emilio Santoro

Domingo, Dezembro 11, 2005

João Talone, CEO, EDP


Prezados Leitores,

João Talone, é sem, dúvida um dos gentleman (O Francês é belo!) da gestão em Portugal.

E, a contra-luz (belo trocadinho, não acha Rita?) percebe-se o porquê: o corte do fato é impecável; reparem como assenta nos ombros sem uma ruga e como encosta ao colarinho da camisa; gravata a condizer com as riscas e o pormenor ultrachic do leve perspontar do lenço branco. Para isto é preciso gosto e berço!

Institucional: é evidente que este membro da AMBA é, todo ele, de look ExecStyle Francês, obviamente vestindo nos melhores alfaites da Parisiense rua Saville Row; fatos super 100 ou 120, camisas e lenços em algodão suíço, gravatas Salvatore Ferragamo, sapatos Church's, botões de punho (sempre!) da Dunhill e relógio Patek Philippe.

Sport: dado o porte eminentemente latino - o João Talone é alto - eu apostaria numa linha Boss ou Armani, mas não necessàriamente com tons escuros, bem acompanhada com uns occhialli (é alemão, Rita) Oakley.

Carro: meu caro Talone, vou ousar, aconselhando-o a não ter viatura sport. Você fica a matar sobre uma potente moto Japonesa, a Harley-Davidson, assim tipo Izi-Raider (era um filme do Kurozawa, Rita).

Decor Sonoro e Visual em casa: Tratando-se de um engenheiro da electricidade, é claro que prevalece o "high-tech" (belo, o Francês!) tipo Loewe, Kef, Denon, Harman-Kardon e por aí fora...

Decor Geral: aqui deve reinar a atmosfera da Velha Albion, ou seja, tudo mobília império, obviamente das melhores marcas alemãs, com um leve toque colonial dado pelo couro e pela madeira de carvalho.

E, é tudo. Bem hajam e até Domingo.

Renato Prado, consultor de imagem

Sábado, Dezembro 10, 2005

O "Aguinaldo"


"Todos los años en nuestros vecindarios, lugares de trabajo y hasta centros comerciales, tenemos la oportunidad de oír los más hermosos aguinaldos propios de esta época, recordándonos a cada instante la llegada del niño Jesús."

A palavra "aguinaldo" provém da interpretação de uma frase latina cujo significado é "neste ano". Na Venezuela, por exemplo, era costume chamar aguinaldo à prenda do padrinho para o afilhado que era um pão tipo "folar doce" com feitio de serpente, enfeitado com frutas cristalizadas.

Hoje em dia, os aguinaldos representam a tradição musical mais conhecida da América Latina e são interpretados por grupos de crianças, jovens ou adultos que percorrem as casas cantando à Virgem Maria e ao Menino Deus. Cada casa visitada deverá oferecer doces, bebidas ou alguma comida àqueles que foram ofertar os aguinaldos. Tal como as nossas bem conhecidas "Janeiras".

Para cantar um aguinaldo não é presciso mais do que um tambor - relativamente pequeno- ; uma "charrasca" (é o reco-reco, instrumento de percussão, geralmente em bambú que produz som por atrito) ou as maracas; e um "cuatro" (semelhante ao nosso cavaquinho); além disso as as pessoas que cantam são, muitas vezes, as mesmas que executam a parte instrumental.

Pese embora a tradição, hoje em dia, o aguinaldo é bem mais conhecido pelo facto de representar a gratificação de fim de ano a colaboradores e principais clientes oferecida pelas empresas.

Nesta página - http://www.boardsnet.com/magianavidena1.htm poderão ouvir pequenos trechos dos mais famosos alguinados como o Din, Din, Din, Si la Virgen Fuera Andina, Esplendida Noche, Cantemos, Cantemos, etc.

Sexta-feira, Dezembro 09, 2005

Hebdomadário "O Otimista" - Nr. 49

Tra Sacro e Profano - Il presepe 2005 é nudo!

Nápoles - No famoso presépio napolitano, ao lado da Sagrada Família, dos Reis Magos e dos pastores, iluminadas pela luz de uma estrela, pela primeira vez aparecem uma mulher nua e três outras, seminuas, tomando banho num rio. A simples novidade, que aproxima o sagrado do profano, provocou polémica em Nápoles, onde será exibida na exposição "Mundo Suspenso", idealizada e criada pelos irmãos Scuotto.
Diante das polémicas que surgiram na cidade, Salvatore Scuotto afirma que "a nossa intenção não era escandalizar, mas lançar uma provocação cultural. Acredito que o verdadeiro escândalo seria colocar no presépio uma estátua do Bin Laden, Bush ou Berlusconi".

O Otimista, acérrimo defensor da liberdade criativa cultural, concorda plenamente com os artistas - desde que o Menino Jesús esteja devidamente vestido - mas gostaríamos de acrescentar à lista das estátuas acima referidas, o Exmo. Sr... mais o Sr. ... e o Sr..., não esquecendo os Sres... tal e tal... e aquele outro que....

Por último, o Otimista lamenta não poder publicar as respectivas fotos, para que os seus leitores pudessem dar vazão ao seu direito à indignação...

Quinta-feira, Dezembro 08, 2005

A Família dos Santos


Era uma vez uma senhora chamada Maria, que era como um santo. Uma vez, um anjo foi-lhe dizer que ela tinha um filho que se ia chamar Jesús, que era filho de Deus.

O rei de Nazaré disse para irem a Belém contar quem é que havia em toda a Nazaré.

Maria estava grávida de um filho e já passaram meses e anos e foram perguntar casa a casa, têem algum lugar para nós? Um senhor simpático disse-lhe aonde estavam algumas grutas para eles dormirem.

E, finalmente, Maria deu à luz o seu bebé.

Um anjo foi dizer aos 3 Reis Magos, Melchior, Gaspar e Baltazar, acordem! acordem! Deu à luz o Salvador!

Durante a noite, lá foram os 3 Reis Magos com os seus burros com ouro, jóias e dinheiro. Finalmente chegaram e desde então Maria, Jesús e José ficaram a família dos Santos.

Conto criado pela Beatriz de 6 anos, aluna do 1º Ano do Colégio Mira Rio de Lisboa

Quarta-feira, Dezembro 07, 2005

Criar Valor

O website "CriarValor" tem agora disponível vários vídeos sobre as apresentações realizadas na Conferência de Apresentação Pública da Plataforma para a Inovação, Exportação e Competitividade.

Para verem os vídeos podem clicar em:

http://prof.fe.unl.pt/~lflages/index.html?criarvalor_frames.html&1

Esta conferência realizada na Universidade Nova Lisboa contou com a participação de mais de 400 empresários, gestores, professores e investigadores e foi transmitida em directo via internet. Para além da apresentação pública da “Plataforma”, os vídeos abordam ainda a temática “Relações Empresa-Universidade” e incluem o debate que se seguiu sobre estas temáticas.

Entrepreneurship (15)

To finish our brief description of the partnership let us look at:

Advantages and Disadvantages of Partnership

Advantages:

- Ease of formation
- Low start-up costs
- Additional sources of investment capital
- Possible tax advantages
- Limited regulation
- Broader management base

Disadvantages:

- Unlimited liability
- Divided authority
- Difficulty in raising additional capital
- Hard to find suitable partners
- Possible development of conflict between partners
- Partners can legally bind each other without prior approval
- Lack of continuity

Again, do not forget to look for legal advice, before signing any contract.

Terça-feira, Dezembro 06, 2005

Jantar Anual AMBA

Prezados Leitores,

Não posso deixar de publicar uma foto (não deixam publicar mais, Rita!) do Jantar Anual da AMBA realizado na Gare Marítima de Alcântara, no passado dia 24 de Novembro de 2005.

Como podem ver, a sala estava a abarrotar de gente top (adoro Francês!) da gestão nacional.

Que inveja não me terem convidado, com tantos Clientes meus na festa!

Adorava poder comentar o vestido da F... ou a gravata daquele ex-Ministro... (mas como sou consultor, tenho de manter o homonimato, Rita).

Enfim, deixo-vos uma frase que diz tudo: CHIQUÉRRIMO!

Bem hajam e, agora sim, até Domingo.

Renato Prado, Consultor de Imagem

Poesia Latinoamericana (13)


Julio Flórez(1867-1923)

O poeta colombiano Julio Flórez ficou na história como um trovador popular, que soube interpretar os amores e as dores da raça colombiana recorrendo a temas absolutos como a natureza, a mãe, a pátria, a amada e a morte.

TODO NOS LLEGA TARDE

Todo nos llega tarde... ¡hasta la muerte!
Nunca se satisface ni alcanza
la dulce posesión de una esperanza
cuando el deseo acósanos más fuerte.

Todo puede llegar: pero se advierte
que todo llega tarde: la bonanza,
después de la tragedia: la alabanza
cuando ya está la inspiración inerte.

La justicia nos muestra su balanza
cuando sus siglos en la Historia vierte
el Tiempo mudo que en el orbe avanza;

Y la gloria, esa ninfa de la suerte,
solo en las sepulturas danza.
Todo nos llega tarde... ¡hasta la muerte!

Segunda-feira, Dezembro 05, 2005

BI

BI, mais outro recente vocábulo da gestão, que significa Business Intelligence.

Tal como o CRM (Customer Relationship Management), o BI é o nome de mais uma família de produtos de software.

A verdade é que os rapazes (e raparigas) de Sillicon Valley têm uma apreciável mente criadora para "embrulhar" os seus produtos. Ou será que não gostam do nome Windows?

Objectivamente, estes programas de BI gerem informação para auxílio na tomada de decisão. Até aqui, nada de novo. Só que, e ainda, elaboram relatórios, fazem integração de dados, gerem desempenhos, etc. Diríamos que proporcionam uma melhor visão global do negócio.

É mais do mesmo...uma ferramenta para auxíliar o gestor, ou, se preferirem:

Technicalities, como diria um estimado Colega...

El Puente de la Constitución


Pues aquí, de nuevo, por Pateira,

Es verdad, estamos en el medio del puente de la constitución, pues mañana, día 6 es feriado nacional en España. En este día se celebra el Día de la Constitución Española, en memoria de su presentación a los ciudadanos en referéndum en el año 1978, cuando fue aprobada.

Y claro, hubo en Madrid tremenda manifestación del PP de Mariano Rajoy que consiguió llenar la Puerta del Sol de Madrid reuniendo a unas 200.000 personas, según fuentes de la Comunidad de Madrid. Para que? Pues creo que en defensa de la constitución (lo de Cataluña) o porque no había mejor programa…

Mucho tráfico también en las carreteras y algunos (muchos) muertos a lamentar. Esto ocurre por las malas condiciones de tiempo y creo que por excesos, como los hay en Portugal.

Para quien se quedo, como yo, por casa, (es que yo trabajo el Lunes, porque nosotros los Sevillanos no somos ingenieros y de puentes, hostias) lo mejor fue visitar la nueva discoteca Coppelia que ha cambiado de su antigua ubicación para estrenar una nueva en la flamante sala Empire en el Paseo de Recoletos, centro de Madrid. Me gusto mucho por lo que os digo que merece la pena visitarlo para ver lo que es un buen club.

Hasta luego,

Desde Madrid, Emilio Santoro

Domingo, Dezembro 04, 2005

Francisco Anacleto Louçã - Bloquista

Prezados Leitores,

Este senhor Francisco Anacleto é, como diz a minha assistente Rita, a razão do meu viver!

Olhos nos olhos... e eu fico a chorar por si, meu querido (passe-me o Kleenex, Rita).

Oiça, Xico Anacleto, você é a negação da imagem de um político classée (detesto inglesismos!). Como é que você quer que a gente olhe para os seus olhos, com essas cangalhas de betinho suburbano penduradas nas orelhas? Que horror! Nunca ouviu falar de Ray-Ban, Cartier, Channel, Dolce Gabana? Se não gosta de coisas finas, ao menos use algo vrai gauche (inglesismo horroso) como aquele chinoca seu ídolo, o Troskas. Aros de massa pretos e lentes grossas, para parecer inteligente, querido!

E o que é que se passa com os seus dentes? Tem de arreganhar a tacha e sorrir para o povinho! Como aquele seu outro ídolo o romeno (ou seria húngaro, Rita?) Estaline.

Institucional: eu não quero dizer isto, mas digo: é roupa de hipermercado! Horror!
Ó querido, ao menos vá à Zara (não ponha a morada dessa coisa, Rita!) e vista-se tipo Miguel Portas; é baratucho na mesma e também tem povinho lá dentro, a comprar! E oiça Anacleto (adoro o nome!) use suspensórios à la Fernando Rosas. Dá-lhe um cheirinho a chic.

Sport: é melhor esquecer, querido.

Carro: pois, de amarelo, da Carris. Olhe vá de Vespa, que é giro.

Decor Sonoro e Visual em casa: Tá cheio de marcas brancas compradas nas grandes superfícies, não é?

Decor Geral: ainda compra na Moviflor, ou já fez o upgrade (adoro o Francês!) para a Ikea?

Eu não quero acabar sem lhe dar, ao menos, um conselho: deixe de comer tanto caviar, porque você precisa de calorias . De tão chupadinho que está, parece espinha de peixe. Anacleto, oiça: coma as alarvidades que a gente da lavoura gosta (cozidinhos, feijoadas, tripas) e assim até pode ganhar os votos dos campónios, como fazia o meu querido Paulo P.

E, por hoje, chega de povo! Bem hajam e até Domingo.

Renato Prado, consultor de imagem

Sábado, Dezembro 03, 2005

Plano Tecnológico (2)

De acordo com o documento síntese apresentado pelo Governo, o Plano Tecnológico assenta em 3 pilares:

I. Conhecimento
II. Tecnologia
III. Inovação

Por sua vez, o Conhecimeto abarca as seguintes 3 grandes áreas:


1. Recursos Humanos
2. Sociedade do Conhecimento
3. Indústrias Criativas

Convém não esquecer que o objectivo é proporcionar à nossa economia as bases para o seu crescimento sustentado acima dos valores da última década. Assim, o documento começa por referir que nos últimos 40 anos, Portugal foi um caso de sucesso, com uma taxa média de crescimento de 3,80 acima, por exemplo, da nossa vizinha Espanha. A explicação não é lá muito perceptível, mas a conclusão é a de que, para inverter a actual situação, a aposta nos RHs é fundamental.

Só acho lamentável que este documento refira que, segundo a Comissão Europeia (2003), “os fracos resultados da Europa quanto à evolução para a sociedade do conhecimento se devam a baixos investimentos no que toca aos recursos humanos”.

Sinceramente preferia ter visto escrita outra verdade: nos últimos 30 anos, Portugal investiu pesadamente (milhões de Euros) em RH e, por incompetência, os resultados foram miseráveis. Este Plano e este Governo estão determinados a pôr cobro a esta situação. Saibam os portugueses que o objectivo - melhores RHs - não se resolve com mais dinheiro mas sim com mais e melhor trabalho, maior grau de exigência e maior responsabilização dos agentes de mudança.

Isto, porque o texto da Comissão Europeia coloca Portugal no mesmo barco e isso é falso. Ou será que já nos esquecemos do despilfarro dos fundos europeus para formação, transformados em belos Mercedes? Dos inúmeros pavilhões polidesportivos e quejandos para as escolas? Do aumento brutal de funcionários públicos no sector do ensino? Das inúmeras reformas e contra-reformas? Dos estudos e empresas de todo o tipo de outsourcing devoradoras de Euros? De Universidades privadas sem nenhuma qualidade? Da destruição do Ensino Médio Técnico-Profissional? Da plêiade de teóricos promovidos a consultores e adjuntos? Da promoção e financiamento absurdo de Sindicatos?

Porque é que isto (e muito mais) é obliterado no documento?

Seria vergonhoso, admito-o, mas, pelo menos, seria pedagógico...

Sexta-feira, Dezembro 02, 2005

As Ladyes do Jota Shoque

Yô brows, Tá-se Cool, Tá-se bem!

A cobra urbana do rap e do hip hop tá de volta e bem enrolada!

Mordam-se! Estas ladyes são a a Tó e a Ma,
duas das minhas recentes aquisições, na onda do Pateira!

São fiéis leitoras do Jota à procura de uma curte bem ganzada.

Aqui, no flash, tou numa boa a ensinar à Tó e a Ma o que é o hip hop:

ponho aqui o meu pèzinho. Yôoo
devagar, bem devagarinho...
tou na boite, a urbe da pop...
com duas, curtindo o hip-hop!

YôÔô....



Career Management (11)

As absurd as it may sound to you, one issue that can harm your career is following orders.

As a simple case study, imagine one John Smith working as senior accountant manager, at the long-distance and giant company WorldCom Inc., which melted down in an $11 billion fraud, the biggest in corporate history.

Asked by his bosses there to make false accounting entries, John balked -- and then caved. Over the course of six quarters, he continued to make the illegal entries to bolster WorldCom's profits at the request of his superiors. Each time he worried. Each time he hoped it was the last time. At the end of 18 months, he had helped falsify some billions in profits.

And then, Justice came…

John Smith's story is a cautionary tale for good corporate soldiers everywhere who find themselves ordered to do something wrong. As John's experience at WorldCom shows, sometimes it's hard to tell right from wrong in the heat of a workplace battle. And when an employee's livelihood is on the line, it's tough to say no to a powerful boss. Jon Smith wasn't alone in these predicaments. Investigators hired by the company's new board found that dozens of employees knew about the fraud at WorldCom, but were afraid to speak out.

What to do? In a case study, you only find issues, problems, not answers. Finding answers is your job. One thing I do know: Mr. John Smith was found guilty and sentenced to jail. Because he committed illegal acts.

Another thing is that in a situation like this, probably, you are not alone. So, speak with your fellow co-workers, join forces and put the cards on your boss’s table. Remember, in cases like this, you head is at stake!

Quinta-feira, Dezembro 01, 2005

É Natal, é Natal...


É incontornável, estamos em Dezembro, estamos no Natal!

Época de lamechises? Armadilha da sociedade de consumo? Tempo de reflexão? Festa? Vivência Cristã?

Não sei. Acho que já vivi o suficiente para saber que não tenho certezas e que estou cada vez mais longe das verdades assumidas como dado adquirido na adolescência, no vigor dos 20 anos...

Prefiro refugiar-me nas evidências, naquilo que os meus sentidos apreendem. E, se posso ainda ter certezas, uma adquiri ainda não há muito tempo:

O Natal é das Crianças!

Por muitas asneiras que façamos - guerras, ódios, invejas, vaidades, usura, malidecência, etc. - não conseguimos "roubar" o Natal aos pequenos. Afinal, eles são a raíz da própria palavra...

Por isso, o Pateira não vai poder ignorá-los, nesta quadra. E. se por razões "técnicas", não posso abandonar o teclado e o monitor, posso entregar, temporàriamente, o comando.

Fá-lo-ei neste mês de Dezembro, de bom grado, na expectitava adulta de recoher, para mim e para os meus leitores, o gozo de usufruir o bem precioso que é a alma e a mente das nossas crianças. Tenho a certeza de que vamos enriquecer-nos!